'Uma das vozes mais ativas contra a violência da PM', diz TeleSUR; veja repercussão internacional da morte de Marielle Franco

Vereadora do PSOL foi assassinada na noite desta quarta-feira (14/03) no Rio de Janeiro; Portugal terá vigília em homenagem à parlamentar

Redação

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), ocorrido na noite desta quarta-feira (14/03) no Rio de Janeiro, repercutiu nos principais jornais do mundo. Veículos de EUA, Reino Unido e Venezuela destacaram a morte da parlamentar e sua biografia.

O caso apareceu em reportagens do New York Times, do Washington Post e da emissora ABC. "Um membro da Câmara da cidade e seu motorista foram mortos a tiros por dois assaltantes não identificados em uma rua no centro, no Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do Brasil, onde militares foram convocados há um mês após uma onda de violência", diz o texto, que tem como origem a agência Associated Press.

Já a emissora multiestatal venezuelana teleSUR lembrou que Marielle era uma das vozes mais “combativas contra a ocupação militar das favelas do Rio de Janeiro”. “Um dia antes de seu assassinato, a jovem socióloga havia denunciado a ação brutal e os contínuos abusos de direitos humanos por parte do exército na região de Irajá, na comunidade de Acari”, relata.

O britânico The Guardian ressalta que Marielle era ativista e especialista na análise de violência da PM. Além disso, o jornal reforça que a vereadora chegou a acusar os policiais de serem agressivos ao abordar os moradores das favelas do Rio. "Marielle Franco, vereadora e crítica da polícia, é executada a tiros no Rio", diz o título da matéria.

Reprodução

Vereadora Marielle Castro foi executada no Rio de Janeiro

O jornal peruano El Comercio, por sua vez, relatou o crime e ressaltou que a vereadora era crítica da intervenção federal na Segurança Pública do estado.

Já o veículo português Esquerda.net afirmou que o Movimento Feminista Por Todas Nós vai organizar uma vigília em Lisboa para homenagear Marielle, o que deve ocorrer no próximo dia 19.

O chilena El Desconcierto noticiou o caso como "mais um capítulo de sangue e dor" na história da "violência política do Brasil". O periódico ainda registrou a atuação militante pelos direitos humanos de Marielle e afirmou que "hoje, o continente inteiro amanhece de luto".

Marielle, 38 anos, estava dentro de um carro no bairro de Estácio, centro da capital fluminense, quando criminosos emparelharam o veículo e abriram fogo. Foram disparados ao menos oito tiros contra o Chevrolet Agile. O motorista do automóvel onde estava a carioca, Anderson Pedro Gomes, também morreu. Os autores dos disparos não levaram nada.

(*) Com Ansa

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