Manifestantes vão às ruas em várias cidades do mundo em protesto pelo assassinato de Marielle

Há mais manifestações previstas para esta sexta e durante o final de semana; no Brasil, diversos protestos tomaram as ruas na noite desta quinta-feira

Redação (*)

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O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes na noite de quarta-feira (14/03), no Rio de Janeiro, motivou atos em todo o Brasil e em capitais de outros países nesta quarta-feira (15/03). Segundo estimativa do PSOL, partido da parlamentar, foram organizadas mais de 20 manifestações no país. Foram realizados atos também em Buenos Aires, Montevidéu, Lisboa, Berlim, Londres, Amsterdã, Santiago e Nova York.

Saiba como foram algumas das manifestações:

Argentina

Na Argentina, os manifestantes se reuniram em vigília em Buenos Aires para protestar contra a morte da vereadora do PSOL. A concentração aconteceu no Obelisco, ponto turístico portenho, e reuniu cerca de cem pessoas.

Portugal

Já em Portugal, houve protestos em Lisboa, Porto e Coimbra. Na capital portuguesa, mulheres realizaram uma passeata a partir da praça Luis de Camões, no bairro do Chiado. Em Braga, há uma nova manifestação marcada para segunda-feira (19/03). A “Vigília pela Feminista Marielle Franco” também foi programada para segunda a partir das 18h (15h no horário de Brasília) em Lisboa.

Chile

Em Santiago, manifestantes se reuniram na frente da Embaixada do Brasil, em um ato de solidariedade à vereadora executada. Foi feita uma vigília em memória a Marielle.

Outras cidades

Mais manifestações estão previstas para esta sexta. Nova York, Washington e Dublin devem ser palco de novos protestos. Para este final de semana, ativistas planejam um cortejo em Paris.

Amanda M. Karam/Facebook

Protesto em Buenos Aires aconteceu no Obelisco, famoso ponto turístico da cidade

Brasil

No Rio, uma multidão está reunida no centro da cidade, na Cinelândia, onde prestam homenagem à vereadora e ao motorista e cobram que os responsáveis sejam punidos. Manifestantes acenderam velas na Câmara dos Vereadores e também penduraram faixas com dizeres como: "Marielle Gigante" e "Não nos calarão". 

Já em São Paulo, milhares de pessoas ocuparam no início da noite de ontem o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). As seis faixas de rolamento em frente ao prédio do museu foram bloqueadas ao tráfego de carros. Discursos comovidos se alternaram a gritos de palavras de ordem como “Marielle, presente".

O ato na capital paulista também contou com a participação das percussionistas do instituto cultural Ilú Obá de Min, que tocaram tambores em homenagem a vereadora assassinada. Em seguida, a manifestação seguiu em passeata pelas ruas do centro da capital paulista.

Em Brasília, o ato começou às 17h e reuniu mais de 300 pessoas na Praça Zumbi dos Palmares, tradicional palco de manifestações na região central da cidade. Representantes de diversos movimentos sociais e partidos estiveram presentes para prestar homenagens, destacar a luta histórica de Marielle e cobrar apuração do crime.

Segundo Jacira Silva, diretora do Movimento Negro Unificado (MNU), a violência contra negros não é nova, mas a morte de Marielle e de Anderson significou o ápice de uma escalada que se amplifica no contexto da intervenção federal na segurança pública do Rio. 

“Quando há casos assim, ou são absolvidos ou não cumprem suas penas. A impunidade que historicamente ocorre no país não pode continuar. Que os autores sejam responsabilizados”, defendeu a diretora.

(*) Com Agência Brasil

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