Argentina comemora Dia da Memória, Verdade e Justiça

Desde 2002, os argentinos realizam manifestações massivas nesta data para lembrar as vítimas da ditadura militar no país

Redação (*)

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Milhares de argentinos tomaram as ruas de Buenos Aires neste sábado (24/03), no Dia da Memória pela Verdade e Justiça, 42 anos após o golpe que instaurou uma ditadura militar no país (1976-1983). A marcha homenageou os mais de 30 mil desaparecidos e vítimas da ditadura e do governo de Mauricio Macri. 
 

A manifestação teve como cenário central a simbólica Plaza de Mayo e suas ruas vizinhas, onde convergiram organizações sociais, movimentos de defesa dos direitos humanos e familiares dos sobreviventes.
 
Uma das organizações conveniadas, a Assembléia Permanente dos Direitos Humanos (APDH), marchou em repúdio ao terrorismo de Estado e em comemoração ao Dia Nacional da Memória pela Verdade e Justiça.
 
Emergentes
Argentinos vão às ruas 42 anos após o golpe militar no país

 

Várias têm sido as iniciativas para este ano, como as Mães da Praça de Maio que convocaram os argentinos a pintarem nas ruas, veredas e praças. "Ante o avanço do governo em apagar a memória, pintemos os lenços que nos recordam aos 30 mil desaparecidos e como estão presentes em cada jovem que luta", destaca a campanha das Mães.

"O chamado à unidade é necessária para exigir a libertação dos presos políticos, para denunciar os retrocessos nas políticas estaduais de Memória, Verdade e Justiça (...)",  declararam treze organizações de direitos humanos, em um comunicado.
 
(*) Com Telesur e Prensa Latina
 

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