Trump fala em colocar militares para proteger fronteira com México

Medida seria adotada até que existisse ‘segurança apropriada’ no limite entre países; declaração do mandatário é a mais recente de uma série de ameaças contra imigração no país

Redação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (03/04) que poderá usar forças militares para proteger a fronteira com o México até que haja “segurança apropriada” no local.

“Até que possamos ter um muro e segurança apropriada, protegeremos nossa fronteira com os militares. É um grande passo”, afirmou Trump a repórteres na Casa Branca. Segundo ele, o assunto já foi abordado durante uma conversa com o secretário de Defesa, Jim Mattis.

O mandatário afirmou também que os EUA não podem mais permitir “que pessoas entrem no nosso país ilegalmente, desaparecendo, e aliás, nunca aparecendo nos tribunais”. 

Boris Baldinger/Fotos Publicas

Declaração do mandatário é a mais recente de uma série de ameaças contra imigração no país

Mais cedo nesta terça, Trump ameaçou cortar a ajuda enviada a Honduras por causa de uma caravana de cerca de 1.200 migrantes centro-americanos que estão se dirigindo para a fronteira entre o México e os EUA.

“A grande Caravana do Povo de Honduras, agora cruzando o México e se direcionando para a fronteira das ‘leis fracas’, deve ser interrompida antes que chegue lá. O Nafta está em jogo, bem como a ajuda a Honduras e outros países que permitam que isso aconteça”, escreveu em seu Twitter.

Campanha anti-imigração

A nova declaração é a mais recente de uma série de ameaças feitas pelo presidente norte-americano contra a imigração. Na segunda-feira (02/04) Trump já havia feito um pedido para que o congresso aprovasse uma lei anti-imigração. O mandatário também ameaçou romper um acordo comercial com o México e declarou que não pensa em criar uma nova lei de proteção a jovens imigrantes.

A construção de um muro na fronteira mexicana foi uma das bandeiras de Trump durante as eleições de 2016. No entanto, até agora o projeto não foi iniciado. O último repasse federal, aprovado em março, prevê o uso de US$ 1,6 bilhão para a obra. Os EUA exigem ainda que parte do valor da construção seja pago pelo México, que rechaça qualquer participação na construção do bloqueio.

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