Israel lança mísseis contra alvos irarianos na Síria

Bombardeios deixaram mais de 20 mortos; de acordo com Moscou, metade dos projéteis disparados pelo exército israelense foi destruída pelo sistema de defesa antiaéreo da Síria

ANSA

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O Exército de Israel lançou na madrugada desta quinta-feira (10/05) cerca de 70 mísseis contra infraestruturas iranianas na Síria em resposta aos disparos do Irã nas Colinas de Golã.

Segundo dados de Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), pelo menos 23 pessoas morreram.

"Vinte e oito aviões israelenses F-15 e F-16 participaram nos bombardeios e dispararam 60 mísseis do tipo ar-terra contra várias regiões sírias e outros 10 mísseis terra-terra disparados a partir de Israel", disse o ministério da Defesa da Rússia.

De acordo com o governo russo, metade dos projéteis foram destruídos pelo sistema de defesa antiaéreo da Síria. Entre as vítimas, há militares sírios e estrangeiros, informou a OSDH.

O Exército israelense chamou a resposta de "o maior ataque aéreo nos últimos anos" e afirmou que após os bombardeios espera que o Irã "tenha entendido a mensagem".

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Reprodução/Telesur

Imagem mostra mísseis sobre Damasco: ataque de Israel deixou mais de 20 mortos

"Atacamos quase todas as estruturas iranianas na Síria e eles não devem esquecer o ditado de que se uma chuva cair sobre nós, uma tempestade cairá sobre eles", explicou Avigdor Lieberman, ministro da Defesa de Israel.

Na última terça-feira (08/05), um ataque atribuído a Israel nas proximidades de Damasco, na Síria, matou 15 combatentes ao regime de Bashar al-Assad.

Já nesta quarta (09/05), as Colinas de Golã, na fronteira com a Síria, foram alvos de cerca de 20 mísseis lançados pela Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica do Irã.

As Colinas de Golã ficam a nordeste de Israel e integram o território da Síria. Em 1967, foram invadidas pelas forças israelenses na Guerra dos Seis Dias. A região, rica em recursos hídricos, foi, em 1981, formalmente anexada ao território de Israel pelo governo do país. A decisão, no entanto, é condenada pela comunidade internacional, que considera a região como área síria ocupada por Israel.

A tensão na região aumentou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a saída do acordo nuclear com o Irã, aliado do regime sírio.

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