ONU cria comissão independente para investigar se Israel cometeu crimes de guerra em Gaza

Dos 45 países que participaram da votação, 29 votaram a favor da elaboração da comissão e 14 se abstiveram; EUA e Austrália foram os únicos contrários

Redação

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O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta sexta-feira (18/05) uma resolução que estabelece uma comissão independente de investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos por Israel durantes as últimas manifestações palestinas em Gaza, quando 60 manifestantes foram mortos e mais de 2 mil ficaram feridos.

Dos 45 países que participaram da votação, 29 votaram a favor da elaboração da comissão, 14 se abstiveram e dois Estados foram contrários à resolução, Estados Unidos e Austrália.

Entre os que se abstiveram, estavam Reino Unido, Alemanha, Japão e Panamá. Dos 29 que foram favoráveis à comissão estavam China, Cuba, Brasil, Iraque, Arábia Saudita, Catar, Espanha e Paquistão.

Na abertura da sessão do Conselho, o alto comissário para Direitos Humanos das Nações Unidas, Zeid Ra’ad Al Hussein, condenou o uso “totalmente desproporcional” das fora utilizada pelo Estado de Israel. “Ninguém está mais seguro depois dos terríveis acontecimentos desta semana”, afirmou Al Hussein.

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Dos 45 países que participaram da votação, 29 votaram a favor da elaboração da comissão e 14 se abstiveram; EUA e Austrália foram os únicos contrários

O alto comissário ainda destacou que os manifestantes palestinos que protestavam em Gaza na última segunda-feira “estavam completamente desarmados e foram baleados nas costas e no peito, na cabeça e nos membros inferiores”.

Em sua conta oficial no Twitter, o governo de Israel rejeitou “a resolução que foi adotada por uma maioria anti-Israel” e afirmou que o país “continuará a defender sues cidadãos e soldados como tem o direito de defender a si mesmo”.

Gaza

Na última segunda-feira (14/05), véspera da Nakba, data que marca a expulsão dos palestinos do território, a mudança da Embaixada dos EUA em Israel para a cidade de Jerusalém intensificou os protestos de palestinos e a violenta repressão do exército israelense.

Ao todo, 60 palestinos foram mortos pelas Forças Armadas de Israel, e mais de mil ficaram feridos na cerca que separa os dois territórios.

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos já havia se manifestado na última terça feira (15/05), dizendo que Israel ignorou a lei internacional sobre o uso da força ao atacar palestinos.

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