Sob protestos da oposição, Argentina fecha acordo de US$ 50 bilhões com FMI

Valor é 67% maior do que inicialmente previsto; esta é a primeira vez que Buenos Aires recorre à instituição internacional desde 2005

Redação (*)

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O governo argentino anunciou nesta quinta-feira (07/06) um acordo stand-by com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que colocará US$ 50 bilhões a disposição do país durante 36 meses.

Esta é a primeira vez que a Argentina recorre à instituição internacional desde 2005, e o valor tomado do fundo é 67% maior do que o previsto inicialmente – falava-se, quando do anúncio da ida ao FMI, em US$ 30 bilhões. A oposição rechaçou o acordo e alertou para os efeitos recessivos que ele deve causar.

A decisão de pedir um empréstimo preventivo (que não será necessariamente usado, mas cujo desembolso depende do cumprimento de determinadas metas) foi tomada pelo presidente Maurício Macri depois que o país enfrentou uma corrida cambial em maio.

“Um aspecto muito importante desse acordo são as cláusulas sociais, inéditas”, disse o ministro da Fazenda, Nicolas Dujovne. O acordo prevê mais flexibilidade no cumprimento de metas, caso o país sinta a necessidade de investir mais em planos sociais. Tanto na crise argentina de 2001, quando nas mais recentes crises enfrentadas pela Espanha e pela Grécia, o FMI foi criticado ao cobrar ajustes maiores dos que a sociedade era capaz de enfrentar.

O principal desafio do governo argentino será reduzir o gasto público e a inflação, que este ano supera os 20%. O Banco Central prometeu reduzir o índice inflacionário a 17% até o final de 2019 e até 13% em 2020. Se as metas forem cumpridas, a Argentina terá uma inflação de 9% em 2021.

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