Donald Trump e Kim Jong-un fazem reunião inédita entre líderes dos dois países em Cingapura

Líderes apertaram as mãos posaram para fotos em frente a bandeiras dos Estados Unidos e da Coreia do Norte no Capella Hotel, na ilha de Sentosa

Redação (*)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, se reuniram nesta segunda-feira (11/06 em Brasília, terça 12/06, horário local) em Cingapura. Com um aperto de mãos, iniciaram a cúpula histórica, já que esta é a primeira vez que líderes em exercício dos dois países se encontram pessoalmente.

Os líderes posaram para fotos em frente a bandeiras dos EUA e da Coreia do Norte no Capella Hotel, na ilha de Sentosa. Em seguida, Kim e Trump se encaminharam para a sala onde tentarão negociar uma saída para a crise coreana.

Eles conversaram a portas fechadas, acompanhados apenas por tradutores, até 10h (horário local). Na sequência, ganharam a companhia de assessores para mais uma hora de reunião e um almoço de trabalho. "Acho que vamos ter uma grande relação", disse Trump, antes de dispensar os fotógrafos. "Estamos aqui depois de todos os obstáculos", reforçou Kim.

Pelo Twitter, Trump já havia mostrado otimismo quanto à possibilidade de um acordo com Pyongyang. "Os encontros entre representantes estão indo muito bem", disse.

Reprodução

Kim e Trump se encontraram em Cingapura

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Tensões

Ao longo de 2017, a Coreia do Norte avançou como nunca em seu programa militar e testou, com sucesso, mísseis intercontinentais capazes de atingir o território dos Estados Unidos, além de ter realizado a detonação nuclear mais potente de sua história, supostamente com uma bomba de hidrogênio.

Em resposta, Trump patrocinou uma série de sanções econômicas das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, que podem ter abalado ainda mais uma economia já fragilizada. Além disso, se envolveu em uma batalha retórica com Kim, chamando o norte-coreano de "pequeno homem foguete" e ameaçando atacar o país asiático com "fogo e fúria nunca antes vistos".

Por sua vez, o líder da Coreia do Norte falou em bombardear Guam, território ultramarino dos EUA no Oceano Pacífico, levantando ventos de guerra na região. Recorrentes exercícios militares e o envio de submarinos nucleares dos Estados Unidos também aumentaram os temores sobre um conflito iminente.

O clima de tensão na península coreana só arrefeceu no início de 2018, quando Kim desejou boa sorte para o Sul na realização dos Jogos de Inverno de PyeongChang. A declaração abriu as portas para a reaproximação entre Seul e Pyongyang, que culminou na participação de atletas do Norte nas Olimpíadas.

Kim anunciou recentemente a interrupção do programa nuclear e de desenvolvimento de mísseis de longo alcance.

(*) Com Ansa

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