A menos de uma semana do 2º turno da eleição presidencial, Colômbia tem disputa acirrada entre Petro e Duque

Candidato Iván Duque, ligado ao ex-presidente Álvaro Uribe, tem 45,5% das intenções de voto contra 40% do ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro, de centro-esquerda; pesquisa é da Celag

Mariana Serafini

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Falta menos de uma semana para o segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia e pela primeira vez na história do país um candidato da esquerda chega tão longe na corrida presidencial. Gustavo Petro, representante do movimento Colombia Humana avançou nas pesquisas e aparece cada vez mais próximo de seu adversário, o uribista Iván Duque. 

De acordo com uma pesquisa divulgada na úlltima segunda-feira (11/06) pelo Centro Estratégico Latino-americano de Geopolítica (Celag), Petro conta com 40% das intenções de voto, contra Iván Duque, que tem 45,5%. A margem de erro é de até 2,2 pontos percentuais.

Extremamente polarizada, esta campanha representa não só o crescimento da esquerda, mas também o futuro do acordo de paz, firmado há pouco mais de um ano entre a FARC (hoje Força Alternativa Revolucionária do Comum) e o governo. Isso porque, enquanto Petro defende a consolidação da paz estável e duradoura, Iván ameaça romper o acordo firmado com a ex-guerrilha que hoje atua como partido político. 

A terceira força política da Colômbia é Sergio Fajardo, que obteve 23% dos votos no primeiro turno e representa o centro. Para ultrapassar Duque, Petro precisa conquistar o eleitorado de Fajardo. 

De acordo com a pesquisa do Celag, 39% do eleitorado de Fajardo pretende votar em Petro, enquanto 29% em Duque e 21%, em branco. O candidato da esquerda mantém sua liderança em Bogotá, capital do país, onde foi prefeito, enquanto Duque lidera as pesquisas em áreas dominadas pela influência do ex-presidente Álvaro Uribe, de direita 

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Reprodução

Duque (esq.) e Petro disputam o segundo turno na Colômbia

Depois de uma série de debates internos, a Coalizão Colômbia, encabeçada por Fajardo, disse que não vai se posicionar em defesa de um ou de outro candidato, mas deixou seus representantes livres para apoiarem Petro. 

Com este reforço, aumentam as expectativas com relação à candidatura do progressista que tem crescido em diversas cidades do interior e, principalmente, entre o movimento estudantil, que há muitos anos não declarava apoio a nenhum candidato. 

Além de conquistar os votos de Fajardo, Petro também corre contra o tempo para angariar o eleitorado de Humberto de La Calle, ex-negociador do governo com as FARC. 

Entre as principais propostas de Petro estão a reindustrialização do país, a manutenção do acordo de paz com as FARC e o avanço do diálogo com o ELN, último grupo guerrilheiro da Colômbia. Além do fomento a políticas públicas para aumentar o acesso à educação e saúde gratuitas.

(*) Publicado em Portal Vermelho

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