Ataque durante comício do premiê da Etiópia deixa mais de 150 feridos

'O objetivo do ataque era o primeiro-ministro', disse Teshome, um dos organizadores do evento; explosão ocorreu na praça Meskel, na capital Adis Abeba

ANSA

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Um atentado terrorista deixou ao menos uma pessoa morta e 153 feridas neste sábado (23/06), em Adis Abeba, durante um comício do primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed.

O balanço foi divulgado pelo governo, que diz que 10 indivíduos estão em estado grave. Segundo um dos organizadores do evento, Seyoum Teshome, uma pessoa tentou atirar uma granada no palco onde Ahmed discursava, mas foi contida pelo público.

Três pessoas - dois homens e uma mulher - foram presas. "O objetivo do ataque era o primeiro-ministro", disse Teshome. Ahmed, 42 anos, governa o segundo país mais populoso da África desde abril e vem adotando uma postura reformista.

Entre as ações de seu início de governo estão a revogação do estado de emergência que vigorava desde fevereiro, por causa dos protestos que derrubaram seu antecessor, Hailemariam Desalegn, e a aceitação dos termos do acordo de paz assinado com a Eritreia em 2000, que pode colocar fim à disputa territorial entre os dois países.

Reprodução

Primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, foi alvo de atentado

Além disso, o novo primeiro-ministro já libertou dezenas de milhares de prisioneiros e anunciou a abertura de estatais para investimentos privados, além do desbloqueio de sites antes vetados pelo governo.

"O amor sempre vence. Àqueles que tentam nos dividir, eu quero dizer que não vai funcionar", afirmou Ahmed. A explosão ocorreu na praça Meskel, na capital Adis Abeba, na sequência de semanas de reformas que surpreenderam um país acostumado a tensões, estados de emergência e prisões de opositores.

Nem todos, no entanto, se empolgam com as mudanças. Etíopes do norte, perto da fronteira com a Eritreia, protestaram contra a aceitação do acordo de paz, assim como a Frente de Libertação do Povo Tigré, que integra a coalizão que governa a Etiópia há quase 30 anos.

Ahmed é o primeiro chefe de governo da etnia oromo, a maior no país, desde 1991.
 

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