Jornais internacionais falam em 'pornografia política' após episódio do habeas corpus de Lula; veja repercussão

Argentino Página/12 caracterizou o ocorrido com 'um domingo marcado pelas idas e vindas em torno da libertação de Lula, motivado pelo partidarismo dos tribunais, a violação das disposições da lei e momentos de pornografia política'

Redação

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Periódicos de todo o mundo deram destaque ao episódio do habeas corpus concedido ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (08/07). Para o jornal argentino Página/12, foi "um domingo marcado pelas idas e vindas em torno da libertação, motivado pelo partidarismo dos tribunais, a violação das disposições da lei e os momentos de pornografia política, estritamente falando”.

O periódico ainda lembrou que Lula é “favorito em todas as pesquisas” e ainda criticou as decisões do juiz Sérgio Moro, a quem chamou de “mentor da causa Lava-Jato”. O mexicano La Jornada também fez críticas a Moro e classificou o episódio como “um domingo de surpresas e tensão permanente”.

“O dia terminou com uma clara demonstração de que se recorrerá a qualquer manobra jurídica para evitar que o ex-presidente Lula saia da prisão”, escreve o periódico.

O canal de televisão francês France 24 escreveu que “o Brasil vivei nesse domingo uma verdadeira telenovela”. Já o diário fala em “queda de braço jurídica”.

O periódico Público, de Portugal, disse que o caso “apanhou de surpresa os meios políticos, jurídicos e jornalísticos brasileiros”.

Líderes

Alguns líderes de países da América do Sul se manifestaram sobre a decisão final do presidente do TRF-4, Thompson Flores, de suspender o habeas corpus ao ex-presidente Lula.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou em sua conta oficial no Twitter que “um tribunal de Porto Alegre aceitou habeas corpus e ordenou a liberação de Lula, outro juiz quer mantê-lo preso continuando com a injustiça”.

Morales ainda comentou que a situação política do ex-presidente não é de prisioneiro e que “seu delito é ser o candidato ganhador”.

A dirigente social argentina Milagro Sala, presa há mais de dois anos, afirmou que tanto na Argentina, como no Brasil, se impôs a politização da justiça.

“Hoje ficou demonstrado que no Brasil não há justiça. Os juízes, assim com na Argentina, obedecem a um poder político que só busca saquear o povo. Até quando vamos permitir?”, disse Sala.

Veja vídeo em que Frederico de Almeida analisa como é formada a elite da Justiça brasileira:

Aula Pública Opera Mundi com Frederico de Almeida: como é formada a elite da Justiça brasileira?

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