México começa a investigar acidente de avião da Embraer que deixou dois feridos graves

Aeronave da companhia Aeroméxico decolou do aeroporto internacional de Durango com 97 passageiros e quatro tripulantes; avião foi atingido por rajada de vento

Redação

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Um acidente com um avião Embraer 190 da companhia Aeroméxico Aeroporto, que decolava do aeroporto Internacional de Durango, no norte do país, deixou dois feridos graves nesta terça-feira (31/07). As autoridades mexicanas já iniciaram as investigações para explicar o incidente.


A Embraer comunicou que já enviou uma equipe de técnicos a Durango para investigar as causas do acidente. Por volta das 15h no horário local, o avião desceu repentinamente "depois de decolar do aeroporto com destino à Cidade do México, com 97 passageiros e 4 tripulantes a bordo", disse Gerardo Ruiz, secretário de Comunicações e Transportes.

Após levantar voo, o avião "foi atingido por uma rajada de vento que o fez descer bruscamente e tocar a terra com a asa esquerda, o que desprendeu as duas turbinas", explicou o governo do Estado de Durango, José Rosas, em entrevista coletiva.


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Aeronave decolou com 97 passageiros e quatro tripulantes (Foto: Reprodução/Twitter/Coordinación Estatal de Protección Civil Durango)

A aeronave "foi lançada para fora da pista" e se arrastou por cerca de 300 metros. Como parou na posição horizontal, foi simples "ativar os tobogãs e fazer a evacuação dos passageiros antes do início do incêndio", explicou. Os 97 passageiros foram atendidos em hospitais públicos e privados, a grande maioria por ferimentos superficiais, mas o piloto teve um problema sério na coluna e uma menina apresenta queimaduras em 25% do corpo, disse.

A maioria dos feridos saiu caminhando do avião apenas 49 foram hospitalizados, segundo José Rosas. Um grande dispositivo de resgate, envolvendo o Corpo de Bombeiros, a Cruz Vermelha, Exército, Polícia e Defesa Civil foi mobilizado em torno do local do acidente. "Faço votos para que a tripulação e todos os passageiros estejam bem", escreveu o presidente Enrique Peña Nieto no Twitter.

Decolagem rumo à tempestade

Jaqueline Flores, uma das passageiras, revelou os momentos de angústia antes do pouso forçado. "Acionaram as turbinas, senti a força do aparelho para decolar, mas ainda na pista já não havia visibilidade. Quando subimos, logo entramos nas nuvens e na tempestade", contou Flores, de 47 anos. "Quando subimos, senti que ele iria manobrar para se estabilizar, mas aí desceu”.

Segundo Flores, que viajava com a filha de 16 anos, o avião bateu na pista e foi parar em um terreno cheio de mato. Enquanto deslizava caíram todas as bagagens no corredor e as pessoas foram jogadas para frente e para trás", contou Flores, que saiu ilesa. Quando o avião parou, "havia um buraco na fuselagem exatamente ao nosso lado, estávamos na 8A e 8B e saímos na altura do 10, onde estava aberto". "O aparelho se partiu e como havia fogo disse à minha filha: 'vamos pular por ali' e por ali saltamos".

Embraer enviará equipe de técnicos para Durango

A Aeroméxico emitiu um comunicado no qual "lamenta profundamente este acidente e se diz "concentrada em resolver esta situação e fazer todo o possível para auxiliar nossos clientes e suas famílias". O avião "estava em perfeita manutenção" e contava com "todos os padrões de segurança em nível internacional", informou a empresa, acrescentando que o aparelho, de dez anos, operava há quatro anos na companhia mexicana.

O Aeroporto de Durango suspendeu durante horas suas operações e centenas de pessoas sofriam com o atraso dos voos. O local do acidente foi isolado e as autoridades vão analisar a caixa preta e as gravações para determinar as causas do acidente.

Publicado originalmente na RFI Brasil

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