Sánchez descarta independência, mas defende maior autonomia da Catalunha

Premiê da Espanha defendeu diálogo como solução para 'crise política' e espera compromisso por parte do governo catalão

Redação

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O Premiê da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta segunda-feira (03/09) que concorda com a realização de um referendo de autogoverno na Catalunha, mas não de independência. Em entrevista à rádio Cadena Ser, o político defendeu o diálogo como método de solução para o problema entre o Estado espanhol e a Generalitat, o governo regional catalão. 

Sánchez acrescentou que o objetivo é "transcender a dinâmica dos blocos e materializar o diálogo por meio das comissões bilaterais” e afirmou que a intenção do governo é “dialogar e resolver uma crise política”. 

Antes de assumir como primeiro-ministro, o premiê foi líder da oposição e apoiou a aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola, medida que determinaria o cumprimento de obrigações do governo catalão em respaldo a Madri. Frisou que o artigo "é um instrumento constitucional e legítimo para voltar a centrar a Catalunha na legalidade, no Estatuto e na Constituição" e não descartou recorrer à política. 

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Política não descartou recorrer ao artigo 155 da Constituição, mas disse que não é algo que "tem em mente" (Flickr/Reprodução)

O presidente da região autónoma da Catalunha, Quim Torra, falou com Sánchez e ouviu que os próximos meses não podem aprofundar as feridas do último ano, mas sim “curá-las”. Na conversa, foi discutida a necessidade de explicar aos catalães que o que está em questão é convivência e não a independência. 

No entanto, o político do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) completou que uma nova aplicação do texto constitucional não é algo que “tem em mente” e disse que espera que a Catalunha “demonstre compromisso”. 

Com Telesur

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