Taxa de desemprego deve cair para 4,1% na Bolívia, diz governo

Com queda no índice de desocupação, país se junta a Guatemala e México como nações com menor taxa de desocupação na América Latina

Redação

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A taxa de desemprego na Bolívia, que fechou o último trimestre em 4,54%, deve sofrer nova redução e fechar o primeiro trimestre de 2018 em 4,1%, segundo o governo do país.

A informação foi divulgada na terça-feira (11/09) pela ministra de Planejamento de Desenvolvimento do país, Mariana Prado, de acordo com dados apurados até o momento pelo governo na Pesquisa Contínua de Emprego, que mede trimestralmente a ocupação no país. 

“Nós estávamos com uma taxa de 4,54%. Certamente vamos apresentar os dados mais recentes na última pesquisa de emprego contínuo, mas o avanço que tenho é que houve uma redução do desemprego em todo o país. Estamos perto de 4,1%". 

Em entrevista coletiva à imprensa, a representante disse que o investimento estatal foi um dos fatores fundamentais para a redução da desocupação “em nível nacional”. No primeiro semestre de 2018, o governo de Evo Morales atingiu 42% da injeção de capital de US$ 4,6 milhões programada para o ano.  

A ministra afirmou ainda que o governo se assegurou deque todas as empresas e entidades do sistema público irão cumprir com suas metas de investimento, traçadas em janeiro, o que mostra “que obras estão funcionando, que estão arcando com folhas de pagamento e que há financistas”. 

Números do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostram que a Bolívia é, junto com Guatemala e México, o país com menor índice de desemprego entre os latino-americanos.

De acordo com o vice-ministro de Orçamento e Contabilidade, Jaime Durán, o crescimento se deve ao modelo econômico existente desde 2006, baseado na demanda interna, redução da pobreza e aumento salarial. 

Segundo Durán, guatemaltecos e mexicanos sofrem, respectivamente, com pobreza extrema e desigualdade de renda, enquanto na Bolívia a diminuição da taxa de desemprego acompanha a diminuição da desigualdade. 

Crescimento 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) do país projetou, em janeiro, um crescimento econômico acima dos 4% para o ano de 2018. Até junho, o Banco Mundial confirmou que a Bolívia manteve um patamar de crescimento de 3,9%, cerca de 1,2% acima da média de crescimento esperada no ano para a América Latina e o Caribe.  

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