Prisão de Lula é 'monstruosidade', diz ex-premiê italiano Massimo D'Alema

Além do italiano, ex-prefeito da Cidade do México Cuauhtémoc Cárdenas esteve em Curitiba para visitar ex-presidente brasileiro

Redação

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O ex-primeiro-ministro italiano Massimo D'Alema visitou nesta quinta (13/09), junto com o ex-prefeito da Cidade do México Cuauhtémoc Cárdenas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril, condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro.

D'Alema, que governou a Itália entre 1998 e 2000 e é membro do esquerdista Partido Democrático (PD), disse que a prisão do petista é "uma monstruosidade" e disse que "não há provas" contra Lula. “A repercussão da prisão na Europa não chegou a atingir a imagem de Lula. Os juristas europeus constataram que a condenação veio em um processo em que não foram garantidos os direitos dele e não existem provas que o incriminam.”

"Encontrei Lula muitas vezes na minha vida e nunca imaginei encontrá-lo como prisioneiro. Em todos os encontros, aqui e no Planalto, ele mantém o mesmo espírito, a mesma coragem, a mesma visão, e a mesma vontade de servir ao povo brasileiro. E apesar da injustiça que sofreu, ele é um homem sereno que continuará a ser muito precioso para este país, depois de ter sido o melhor presidente que o Brasil já teve", afirmou ainda o representante da Itália.

"Eu acho que também é isso que explica a solidariedade que o povo tem para com Lula e que há em todo o mundo, mesmo em ambientes que não são de esquerda, pelo que ele soube merecer. Então, surge como revolta a crueldade a que ele está sendo submetido", destacou D’Alema.

Já Cárdenas disse que encontrou Lula com "o mesmo espírito combativo de sempre". Segundo ele, a situação do ex-presidente é de plena injustiça. "Temos confiança que a luta dele é também uma luta do povo brasileiro contra as injustiças que estão cometendo", declarou.

Reprodução
D'Alema e Cárdenas, em Curitiba (Foto: Mauro Calove/RBA)

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