“Democracia ou barbárie”, diz jornal argentino Pagina/12; veja repercussão internacional das eleições presidenciais

Pleito é destaque nos principais jornais do mundo; líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro foi duramente criticado por sua postura contra minorias

Redação

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Cerca de 147 milhões de brasileiros vão às urnas neste domingo (07/10) para o primeiro turno das eleições de 2018. A disputa presidencial ganhou destaque na imprensa internacional.

“Democracia ou barbárie” é a manchete do jornal argentino Página/12 deste domingo, que ressalta que em 27 anos de carreira, Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenção de voto, teve respaldo para aprovar “apenas dois dos 170 projetos de lei que apresentou”. 

O diário afirma que o candidato conquistou adeptos com “suas frases homofóbicas, racistas, misóginas e sua defesa exaltada da tortura, do autoritarismo desenfreado e da violência como único caminho para resolver a criminalidade”. 

O jornal também destaca a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Condenado sem prova alguma, detido em uma cela desde abril, sua ausência se transformou em presidência: determinou que o ex-prefeito de São Paulo e seu ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, o representasse na disputa”. 

"Democracia ou barbárie" é a manchete do diário argentino Página/12 (foto: reprodução)

O também argentino Clarín afirma que Bolsonaro é “um fenômeno do populismo ultranacionalista global”. “Em sua longa carreira política, Bolsonaro passou por nove partidos diferentes e por diversas controvérsias, sempre defendendo posições radicais”. O candidato é conhecido por “insultar seus rivais políticos, muitas vezes mulheres, ou por fazer apologia da última ditadura militar brasileira”.

Segundo o norte-americano The New York Times, “até recentemente Bolsonaro era um provocador nas franjas do poder que pouco realizava como legislador de sete mandatos, mas foi manchete pedindo por ditadura militar e atacando verbalmente mulheres, gays e negros”.

O jornal também afirma que o aspirante à presidência canalizou o ódio dos brasileiros em relação aos crimes de corrupção, “apresentando-se como o único candidato forte o suficiente para resolvê-los”. 

O britânico The Guardian compara o populismo de Bolsonaro com o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirma que ele é conhecido por sua “hostilidade contra negros e gays”. 

Ainda segundo o Guardian, a possibilidade de vitória de Bolsonaro “tem horrorizado as minorias e os progressistas brasileiros, com celebridades incluindo Madonna, Cher e Stephen Fry também condenando a ascensão de um político com um longo histórico de discursos de ódio”. 

A Al Jazeera, maior emissora do Catar, afirma que “Bolsonaro - que elogia abertamente a brutal ditadura militar de 21 anos do país, assim como o ex-ditador chileno Augusto Pinochet - prometeu dar aos policiais do Brasil direitos adicionais para matar suspeitos de crimes”.

Seus “comentários depreciativos  sobre homossexuais, mulheres e outras minorias enojam muitos eleitores”. O jornal também destaca o que chama de “chauvinismo, imprecisões políticas e posturas duras” do candidato que lidera as pesquisas. 

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