Temos tempo de reagir ao surto fascista na América Latina, diz Maduro

Presidente venezuelano ainda rechaçou interferência estrangeira no país e disse que 'devemos estar fazendo algo de bom na Venezuela para sermos o centro dos ataques do fascismo e da direita internacional'

Redação

Todos os posts do autor

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta segunda-feira (08/10) que se freie o ressurgimento do fascismo na América Latina.

"A Venezuela precisa ser defendida como um dos baluartes antifascistas, que tem resistido ao fascismo e que é vitoriosa diante da intolerância. Temos tempo para reagir ao surto fascista na América Latina", afirmou Maduro.

O anúncio foi feito durante conferência do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), um dia depois das eleições presidenciais do Brasil que resultaram em um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL), que recebeu 46% dos votos, e Fernando Haddad (PT), que alcançou 28%.

"Hoje podemos comprovar o perigoso recrudescimento de figuras fascistas e xenófobas no âmbito da política latino-americana, que ameaçam gravemente a paz e a estabilidade de todo continente da América do Sul", disse Maduro.

O mandatário também apontou para as relações externas da Venezuela e afirmou que "nenhum desses fascistas poderá causar dano à Revolução Bolivariana, mas não duvido que podem causar danos aos povos irmãos da América Latina".

Maduro ainda rechaçou a interferência estrangeira e disse que "devemos estar fazendo algo de bom na Venezuela para ser o centro dos ataques do fascismo e da direita internacional".

Oposição

O presidente venezuelano também criticou a oposição do país, a qual chamou de "terrorista e golpista" e disse que "trabalha 24 horas por dia por uma conspiração que promove um distúrbio político-militar para tomar o poder e instalar um governo provisório".

Segundo Maduro, "na Venezuela, não existe uma oposição que não dialoga, que não é política e não é democrática", e que, muitas vezes, respeita ordens "do norte ou de Bogotá", se referindo aos Estados Unidos e à Colômbia.

Comentários