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Justiça da Guatemala condena ex-vice-presidente a 15 anos de prisão

Roxana Baldetti, que já estava presa há dois anos, recebeu sentença por envolvimento em projeto fraudulento para limpar Lago Amatiltan; em 2015, Baldetti renunciou ao cargo por corrupção junto com então presidente Ótto Pérez Molina

Redação

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A ex-vice-presidente da Guatemala Roxana Baldetti foi condenada nesta terça-feira (09/10) a 15 anos e meio de prisão por fraude, tráfico de influência e associação ilícita envolvendo o projeto que limparia o Lago Amatitlan, localizado a 25 quilômetros da capital, Cidade da Guatemala.

Segundo a comissão de juízes que decretou a pena, Baldetti “emitiu instruções” para a realização de um contrato de US$ 17 milhões feito para a empresa israelense Tarcic Engineering para compras de produtos químicos que seriam usados para a limpeza do lago. Após repasse de US$ 2 milhões, investigadores descobriram um desvio de parte do montante para contas de empresas de fachada.  

"[A ex-vice-presidente] emitiu instruções para colocar pessoas essenciais para executarem o orçamento a favor da organização criminosa e facilitar os procedimentos administrativos e financeiros para a empresa", disse Pablo Xitumul, um dos juízes da sentença. 

Após os desdobramentos, o caso foi apelidado de “água mágica” por conta da composição dos supostos produtos químicos que eram apenas uma solução de água e sal. Após o esquema ser desfeito, outros nove envolvidos foram presos, incluindo o irmão de Roxana, Mario Baldetti.  

Renúncia em 2015 

Os três anos de Roxana Baldetti como vice-presidente (2012-2015), foram interrompidos após uma série de denúncias de corrupção contra ela e o então presidente Ótto Perez. Após protestos e pressão de opositores, a chapa renunciou em maio de 2015, tendo a primeira prisão decretada meses depois. 

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