França: Apesar de protestos, Macron diz que não vai revogar aumento no preço dos combustíveis

Protestos dos "coletes amarelos", como passaram a ser conhecidos, chegaram a reunir mais de 100 mil pessoas no último sábado (24/11) e mais de 200 mil na semana anterior

Redação

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O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira (27/11) que, apesar dos protestos que ocorreram pelo país nos últimos dias, o governo não irá revogar o aumento dos preços dos combustíveis para 2019.

Segundo o mandatário, "é preciso ouvir o alerta social", mas não é possível "renunciar às responsabilidades diante do alarme ambiental". O presidente francês ainda criticou os manifestantes, dizendo que o movimento "é responsável por manifestações importantes, mas também por violências inaceitáveis".

Os protestos dos "coletes amarelos", como passaram a ser conhecidos, chegaram a reunir mais de 100 mil pessoas no último sábado (24/11) e mais de 200 mil na semana anterior.

Os manifestantes protestam contra o aumento do imposto sobre combustíveis previsto para valer a partir de janeiro de 2019. Segundo o governo francês, o acréscimo de 0,065 centavos no litro do diesel e 0,029 centavos no litro da gasolina será destinado a projetos de transição ecológica no país.

Macron também anunciou que pretende consultar organizações ativistas a cada três meses antes de revisar os preços dos combustíveis. Uma reunião entre representantes dos "coletes amarelos" e o ministro do Meio Ambiente francês, François de Rugy, foi marcada para esta terça, a pedido de Macron.

Em pronunciamento no Palácio do Eliseu, sede do governo, o presidente anunciou que o país irá desativar 14 dos 58 reatores nucleares em operação até o ano de 2035.

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Segundo o mandatário não é possível "renunciar às responsabilidades diante do alarme ambiental".

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