Trump cancela reunião com Putin durante G20 devido a crise entre Rússia e Ucrânia

Kremlin afirmou que Moscou não recebeu nenhum comunicado sobre o cancelamento, mas que, se for confirmado oficialmente, Putin teria mais tempo para conversar com outros líderes durante o evento

Redação

Todos os posts do autor

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou nesta quinta-feira (29/11) o encontro encontro agendado para acontecer durante o G20 com o mandatário russo, Vladimir Putin, devido às tensões diplomáticas entre Moscou e Ucrânia causadas pelo ataque russo contra a marinha ucraniana na Crimeia.

Em sua conta no Twitter, Trump afirmou que "seria melhor para todas as partes envolvidas" que o encontro fosse cancelado e que estava ansioso "por um novo encontro significativo assim que esta situação se resolver".

"Baseado no fato de que os navios e marinheiros não retornaram da Rússia para a Ucrânia eu decidi que seria melhor para todas as partes envolvidas cancelar meu encontro previamente agendado na Argentina com o presidente Vladimir Putin", disse Trump.

O mandatário norte-americano se referiu às embarcações da marinha ucraniana que foram capturadas pelas forças de segurança da Rússia no último domingo na região da Crimeia. O episódio desencadeou uma onda de tensão envolvendo Kiev e Moscou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o cancelamento, mas que, se ele for confirmado, Putin teria mais tempo para conversar com outros líderes durante o evento. "Se for esse o caso, o presidente Putin terá um par de horas extras em sua agenda para reuniões úteis", afirmou Peskov.

Tensão na Crimeia

O Kremlin acusa o governo ucraniano de enviar navios de sua marinha para invadirem águas territoriais russas sem permissão, atravessando o estreito de Kerch, que separa a Crimeia do resto da Rússia.

Kiev nega as acusações, reitera que pediu permissão para os navios passarem pelo estreito e afirma que Moscou lidera uma campanha contra a independência ucraniana. 

Após o ataque, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, decretou lei marcial para algumas regiões do país e exigiu a libertação dos navios, bem a como dos marinheiros detidos pelas forças russas.

Wikicommons
Mandatário norte-americano se referiu às embarcações da marinha ucraniana que foram atacados e capturados pela Rússia

Recomendadas para você

Comentários

Leia Também