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Irã diz que presença dos EUA na Síria foi 'erro'

Governo iraniano se manifesta pela primeira vez após Trump anunciar retirada de suas tropas de território sírio; Teerã diz que engajamento militar americano é fonte de tensão e instabilidade na região

Redação

Deutsche Welle Deutsche Welle

O Ministério do Exterior do Irã afirmou neste sábado (22/12) que a presença militar dos EUA na Síria é "ilógica e uma fonte de tensão", na primeira manifestação de Teerã após a decisão do presidente Donald Trump de retirar todas as tropas americanas presentes na Síria.

"Desde o início, a entrada e presença de forças americanas na região foi um erro, ilógica, uma fonte de
tensão, e uma das principais causas de instabilidade", declarou o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano Bahram Ghasemi, citado pela agência de notícias Irna.

O presidente americano, Donald Trump, começou o que será uma retirada total das tropas dos EUA da Síria, declarando na quarta-feira que a missão de derrotar o "Estado Islâmico” (EI) fora bem-sucedida e que os militares americanos não são mais necessários no país. Trump afirmou também que os EUA não serão mais os "policiais do Oriente Médio”.

A decisão do presidente americano foi recebida com críticas por senadores americanos, autoridades militares e aliados estrangeiros. Medida também teria contribuído para renúncia do secretário de Defesa, Jim Mattis.

O Irã tem sido importante apoiador do governo sírio. Teerã sempre se opôs à presença de forças estrangeiras na Síria, exceto aquelas convidadas pelo governo Assad – caso de Irã e Rússia. A Guarda Revolucionária do Irã tem um contingente de comandantes e assessores militares atuando no país, em apoio ao presidente Bashar al-Assad.

Os EUA têm atualmente um total de cerca de 2 mil soldados estacionados na Síria, em duas áreas ao longo da fronteira com o Iraque. Seu papel principal é apoiar forças locais, em especial grupos curdos no norte sírio, no combate ao grupo terrorista EI. Assessores militares de Trump contrários à retirada afirmam que ela equivale a uma traição aos curdos, principais aliados locais dos americanos.

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