Venezuela acusa EUA de se aproveitarem de outros países para desestabilizar a democracia do país

Ministério das Relações Exteriores aponta ataques por grupos de governos ‘subordinados aos planos imperialistas estadunidenses’ para desestabilizar o país

Redação

São Paulo (Brasil)

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Um comunicado oficial, assinado pelo Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, nesta segunda-feira, (14/01), acusa os EUA de utilizar outros países da região para desestabilizar a democracia venezuelana.

De acordo com o texto “O Governo da República da Venezuela considera necessário tornar do conhecimento do povo venezuelano e da comunidade internacional que se continua o ataque de um grupo governos satélites, subordinados aos planos imperialistas estadunidenses, que alimentam o objetivo obsessivo de pôr em marcha uma trama desestabilizadora contra a legítima institucionalidade democrática venezuelana”.

O Ministério das Relações Exteriores critica a atitude de governos da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru, que têm emitido declarações e comunicados, em que “um dia dizem e no seguinte se contradizem quanto a suas peculiares interpretações do ordenamento jurídico venezuelano”, como se tivessem o poder de determinar a legitimidade das instituições venezuelanas.

"Além do absurdo desse procedimento e da sua insólita falta de rigor e adesão ao direito internacional, é um objeto de preocupação que esses comportamentos hesitantes sejam a resposta às repreensões recebidas do governo dos Estados Unidos por terem oferecido a retificação exigida pelo presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros", acrescenta a chancelaria.

O comunicado afirma que o governo Maduro continuará a avaliar as ações dos países que se manifestaram contra a Venezuela para tomar decisões que garantam a proteção do "Estado e suas instituições".

Desde que foi eleito, em 10 de janeiro, Maduro já recebeu o pronunciamento de 19 países da região contra seu segundo mandato, acusando-o de “usurpador”, poia acreditam que sua eleição foi realizada de maneira fraudulenta.

Já as autoridades venezuelanas destacaram a legitimidade das eleições presidenciais, por meio da qual Nicolás Maduro foi reeleito com quase 68% dos votos dos 48% de eleitores que compareceram às urnas, uma vez que o voto na Venezuela é facultativo.

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Ministério das Relações Exteriores aponta ataques por grupos de governos ‘subordinados aos planos imperialistas estadunidenses’

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