Chanceler da Venezuela denuncia golpe dos EUA e acusa indiferença dos países na ONU

"Na Venezuela não há crise humanitária, há uma economia bloqueada e sitiada, chega dessa mentira, viemos aqui defender a verdade", disse Arreaza à ONU.

TeleSur

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O chanceler liderou uma intensa agenda diplomática nos EUA em defesa da democracia e da soberania da Venezuela.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, denunciou nesta terça-feira (12/02) na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), nos Estados Unidos (EUA), a tentativa de golpe contra a Venezuela e acusou a indiferença dos membros do organismo antes de tal cenário.

"Na Venezuela há uma crise humanitária, existe uma economia bloqueada e sitiada. (...) Chega de tantas mentiras. Viemos aqui para defender a verdade sobre a Venezuela", disse o diplomata após o encontro com os 120 membros do Movimento Não Alinhado (NAM), acusando os EUA liderar o golpe diretamente e abertamente "pela primeira vez na história da América Latina", lembrando que, antes e contra outros países, o governo dos Estados Unidos operara como patrocinador, mas não como autor.

"Tudo pode acontecer, e não há nenhuma reação" por parte da ONU, disse Arreaza lendo o artigo 4 da Carta da organização internacional e recordando os princípios da ação da organização, garantindo que ele tem a credibilidade e reconhecimento da Governo Bolivariano.

"Devemos reformar o multilateralismo e evitar que a ditadura que os EUA tentem impor ao mundo e à Venezuela, em menor escala, destrua as vidas de homens e mulheres", afirmou o ministro das Relações Exteriores.

O político bolivariano chamou a oposição de "irmãos venezuelanos", assegurando que espera que eles logo se tornem independentes dos Estados Unidos e acusou forças estrangeiras, colombianas e americanas, de boicotarem o diálogo entre 2016 e 2017 entre as duas partes, com o objetivo de prejudicar o país sul-americano.

Além disso, ele se dirigiu aos povos do mundo para agradecer-lhes e pedir-lhes para continuar apoiando e apoiando o governo da Venezuela.

Arreaza disse que durante sua visita ao país norte-americano se encontrará com representantes permanentes de várias nações e que está muito feliz depois da reunião que realizou na noite de segunda-feira com o secretário-geral da ONU, António Guterres, em que aprofundou a cooperação. "Nas áreas em que a economia venezuelana foi muito afetada por toda essa agressão internacional dirigida por Washington", afirmou.

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