Líderes da América Latina assinam novo acordo de integração para substituir Unasul

Segundo emissora teleSur, novo acordo traz "uma matriz ideológica de direita claramente destinada a substituir a União das Nações Sul-Americanas" criada em 2008 por governos progressistas

Redação

São Paulo (Brasil)

Representantes de sete países latino-americanos se reuniram nesta sexta-feria (22/03) em Santiago, no Chile, e assinaram um documento para a criação de um novo acordo de integração regional, o Prosur. O novo tratado tem por objetivo substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), criada em 2008.

O texto foi sancionado pelos presidentes Mauricio Macri (Argentina), Sebastian Piñera (Chile), Mario Abdo Benítez (Paraguai), Martín Vizcarra (Peru), Iván Duque Márquez (Colômbia), Lenín Moreno (Equador), Jair Bolsonaro (Brasil) e George Talbot (embaixador da Guiana). No encontro, o mandatário chileno destacou que o ato marca o início do processo de criação do Prosul. 

Para Piñera, o novo bloco tem como objetivo ser "um lugar para enfrentar problemas e assumir oportunidades", além de tratar "questões de integração nas áreas de infraestrutura, energia, saúde, defesa, segurança e criminalidade, prevenção e gestão de desastres naturais".

Segundo a emissora multiestatal teleSur, o novo acordo traz "uma matriz ideológica de direita claramente destinada a substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) que foi formada por governos progressistas" em 2008.

Em entrevista à teleSur, o analista político Martín Pastor demonstrou preocupação com a criação do novo bloco e com a possibilidade que ele se torne uma forma de pressão contra a Venezuela. "O que vemos no Prosul é um concurso para ver quem é mais submisso a Donald Trump", declarou Pastor.

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, afirmou que não considera necessária a criação do Prosul, uma vez que o continente já possui mecanismo fortes de integração como o Mercosul e a Celac. O mandatário não esteve presenta na cúpula.

A Unasul foi formada por 12 nações, mas atualmente apenas Bolívia, Guiana, Suriname, Uruguai e Venezuela continuam no grupo. Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai, Peru e Equador anunciaram a suspensão da participação ou saíram definitivamente depois de romper relações com o governo de Nicolás Maduro. O grupo havia se formado para realizar a coordenação social, política e econômica da América do Sul. Nesta quinta-feira (21/03), Bolsonaro afirmou seu desejo de "enterrar" a Unasul.

*Com Ansa e Agência Brasil

Palácio Planalto
Segundo emissora teleSur, novo acordo traz "uma matriz ideológica de direita"

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