Terça-feira, 13 de outubro de 2026
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O ativista social moçambicano Boaventura Monjane, membro da organização Via Campesina Internacional, afirmou nesta quarta-feira (27/03) que os atos de solidariedade com Moçambique e outros países atingidos pelo ciclone Idai não devem ocorrer apenas em momentos de desastre ambiental.

Durante seminário organizado pela Abong (Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns) em São Paulo, Monjane participou da mesa “Articulações internacionais na defesa da democracia” e destacou que os diversos grupos internacionais que estão trabalhando direta ou indiretamente no auxílio da população atingida pela tragédia ambiental no sudeste africano deveriam “criar vínculos” com o país.

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“Neste momento, em Moçambique, existem diversos grupos de diversos países colaborando com a população. Essa é uma grande oportunidade para criarmos vínculo. A solidariedade internacional precisa ultrapassar momentos de desastre”, afirmou o ativista.

Monjane ainda criticou o modelo econômico adotado por Moçambique e disse que o “triunfo do neoliberalismo na África Austral” impede mais ações solidárias com as nações desta região.

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“Estes países estão em eterna transição, eles nunca cruzaram a linha de fato. Isso é resultado do neoliberalismo, uma política que feriu a solidariedade e o pan-africanismo”, disse.

Representantes

O evento organizado pela Abong reuniu movimentos sociais e atores da sociedade civil com a proposta de discutir novos rumos para o Brasil e as possibilidades de resistência diante do atual cenário.

Ao lado de Monjane, participaram da mesa representantes de entidades como a Fundação Friedrich Ebert, Fórum Social Mundial, Rede de Mulheres Negras e o Conselho de Educação Popular da América Latina e Caribe.

Monjane criticou o modelo econômico adotado por Moçambique e disse que o "triunfo do neoliberalismo na África Austral" impede mais ações solidárias com as nações desta região

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Abong/Divulgação

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