'Exército não matou ninguém', diz Bolsonaro sobre assassinato de músico no Rio

'Exército não matou ninguém, não, o Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de ser assassino não', disse mandatário

Após o músico e segurança Evaldo Rosa ter sido assassinado pelas Forças Armadas no Rio de Janeiro na última segunda-feira (08/04), o presidente Jair Bolsonaro se manifestou pela primeira vez sobre o caso nesta sexta-feira (12/04). Ele disse que o "Exército não matou ninguém".

"O Exército não matou ninguém, não, o Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de ser assassino não. Houve um incidente, houve uma morte, lamentamos a morte do cidadão trabalhador, honesto, está sendo apurada a responsabilidade", disse.

Em entrevista a jornalistas em Macapá, enquanto participava da inauguração do novo terminal do aeroporto internacional da cidade, o presidente ainda disse que as Forças Armadas assumirão a responsabilidade e que "não existe essa de jogar para debaixo do tapete".

"O Exército, na pessoa do seu comandante, o ministro da Defesa, vai se pronunciar sobre esse assunto. Se for o caso, me pronuncio também. Com os dados na mão, com os números na mão, nós vamos assumir a nossa responsabilidade e mostrar realmente o que aconteceu para a população brasileira", afirmou.

Sérgio Moro

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, já havia se pronunciado sobre o fuzilamento de Evaldo Rosa, afirmando que episódios do tipo "podem acontecer".

A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Pedro Bial, veiculada pela TV Globo na madrugada da última quarta-feira (10/04). 

"Foi um incidente bastante trágico. Lamentavelmente, esses fatos podem acontecer. Não se espera, não se treina essas pessoas para que isso aconteça, mas, tendo acontecido, o que conta é o que as autoridades fazem a esse respeito", disse Moro.

O carro de Rosa foi alvejado por 80 tiros disparados por militares do Exército. Ele estava acompanhado pela esposa, pelo sogro, pelo filho e por uma amiga, que conseguiram sobreviver. A família seguia para um chá de bebê.

A investigação está a cargo do Exército, que já prendeu 10 soldados. Os nomes dos autores do massacre não foram divulgados.

Planalto/Flickr
'Exército não matou ninguém, não, o Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de ser assassino não', disse mandatário

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