Breno Altman: Venezuela, alerta máximo

Governo Maduro rapidamente vai controlando e neutralizando o levante golpista de um pequeno grupo de oficiais, impulsionado pela oposição de direita e a Casa Branca; foco antidemocrático se situa na região de Altamira, ao leste de Caracas

Breno Altman

São Paulo (Brasil)

Desde as primeiras horas da manhã, uma nova onda golpista está em curso na Venezuela. Tramado pelos Estados Unidos e representado por Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, teve início um levante coordenado entre a oposição de direita e oficiais inferiores das Forças Armadas.

O governo Maduro rapidamente vai controlando e neutralizando o levante golpista de um pequeno grupo de oficiais, impulsionado pela oposição de direita e a Casa Branca. O foco antidemocrático se situa na região de Altamira, ao leste de Caracas.

O resto da capital e do país segue em relativa calma, sem quaisquer informações de adesão em outros quartéis.

O presidente e seus principais assessores, por múltiplas formas, convocam o povo para imediatamente se concentrar diante do Palácio de Miraflores, para responder de forma massiva e pacífica aos golpistas.

O ministro da Defesa, ao lado do alto comando militar, de público já declarou apoio ao governo soberano e assegurou que as tropas mantêm-se unidas à Revolução Bolivariana.

Mas a verdade é que as forças golpistas violaram todas as fronteiras da legalidade e se constituem em inimigas de sua própria pátria.

A tentativa de Juan Guaidó, com seus sócios internacionais, revela os estertores de um processo iniciado em 23 de janeiro, quando se autoproclamou "presidente interino".

Perdendo apoio popular e se isolando de outras correntes opositoras, o candidato à usurpação joga suas derradeiras fichas nessas horas que correm, tentando estimular uma nova ofensiva golpista antes que lhe caia o pano e saia de cena.

A Revolução Bolivariana, sob a luz da Constituição e a autoridade das instituições soberanas, tem o direito e o dever de responder com a máxima força, pondo fim à aventura dos que, associados a interesses imperialistas, buscam desestabilizar o país.

O cenário ainda é tenso e perigoso. Uma vez mais, no entanto, a revolução bolivariana revela unidade, sabedoria e força para derrotar os inimigos do povo.

A solidariedade ativa e incondicional é a única opção aceitável, para os progressistas e democratas de todo o mundo, diante de mais esse ataque orquestrado pela Casa Branca contra a soberana nação venezuelana.


Agência Efe
Desde as primeiras horas da manhã, nova onda golpista está em curso na Venezuela

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