‘A verdade fica doente, mas não morre’, diz Lula após vazamento de mensagens de Moro

Advogado do petista, Cristiano Zanin afirmou que 'as reportagens reforçam que o ex-presidente não teve direito a julgamento imparcial'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (11/06) a seus advogados de defesa que está surpreso com a “promiscuidade” das relações entre o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol, demonstradas na série de reportagens publicada pelo Intercept Brasil

“A verdade fica doente, mas não morre nunca. Só não esperávamos que ela se recuperasse tão rapidamente”, disse o petista, segundo palavras do advogado José Roberto Batochio, que faz parte do corpo de defesa do ex-presidente.


Durante reunião com os advogados de defesa, Lula teria afirmado que já sabia dos envolvimentos ilícitos entre acusação e juiz, mas disse que não esperava a divulgação dessas informações da maneria que aconteceram.

Ao deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde foi visitar Lula juntamente com Batochio, o advogado Cristiano Zanin afirmou que “as reportagens reforçam que  o ex-presidente não teve direito a julgamento imparcial” e que “houve uma absoluta falta de imparcialidade e equidistância das partes”. Ainda segundo o advogado, as conversas divulgadas nas reportagens serão usadas em recursos que a defesa de Lula apresentará à Justiça.

Ricardo Stuckert
Advogado do petista, Cristiano Zanin, afirmou que 'as reportagens reforçam que o ex-presidente não teve direito a julgamento imparcial'

Vazamento

Uma série de três reportagens publicadas neste domingo (09/06) pelo Intercept Brasil expõe mensagens e áudios do ex-juiz federal Sérgio Moro, do procurador Deltan Dallagnol e outros membros do Ministério Público do Paraná que mostram atuação conjunta dos dois para impedir uma vitória eleitoral de Fernando Haddad e antecipar a prisão de Lula. AS conversas revelam até que o procurador tinha dúvidas sobre as provas que dizia ter no caso do tríplex.

Juristas de todo o país condenaram as atitudes do ex-juiz e do procurador durante os processos da Lava Jato. Nesta segunda, a OAB recomendou o afastamento de Moro e Dallagnol de seus cargos públicos até que investigações sejam concluídas.

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