Esposa do premiê de Israel admite ter usado dinheiro público para pagar refeições de luxo

Gastos de 360 mil shekels (cerca de US$ 100 mil) foram pagos exclusivamente com dinheiro público sob a alegação de que não havia cozinheiro na residência oficial do primeiro-ministro

Redação

RFI RFI

Paris (França)

Em Israel, Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foi considerada culpada pela Justiça israelense neste domingo (16/06) por uso ilegal de dinheiro público. Inicialmente indiciada por fraude e abuso de confiança, em 2018, ela conseguiu fechar um acordo em troca da redução de sua pena, após assumir ter gasto milhares de shekels em refeições de luxo.

Segundo a acusação, Sara Netanyahu, de 60 anos, encomendou centenas de refeições de luxo para si própria, membros de sua família e convidados, entre 2010 e 2013. Gastos de 360 mil shekels (cerca de US$ 100 mil) foram pagos exclusivamente com dinheiro público sob a alegação de que não havia cozinheiro na residência oficial do primeiro-ministro.

Ao longo do julgamento, Sara Netanyahu negou ter cometido qualquer ato repreensível. No entanto, admitiu ter utilizado indevidamente 175 mil shekels (cerca de US$ 49 mil). Desta forma, obteve uma redução de sua pena e terá que pagar uma multa de 10 mil shekels (US$ 2,8 mil), além da obrigação reembolsar 45 mil shekels (US$ 13 mil) ao Estado.

Com o acordo, a defesa também conseguiu cancelar a acusação de fraude contra Sara Netanyahu, a mais grave delas. Ela foi substituída pela acusação de benefício de um erro cometido por uma terceira pessoa.

Reprodução
Sara Netanyahu encomendou refeições de luxo para si própria, membros de sua família e convidados, entre 2010 e 2013.

Gastos excessivos

Essa não é a primeira vez que a esposa do primeiro-ministro israelense se envolve em casos de gastos excessivos, além de comportamento ofensivo. Em 2016, um tribunal israelense condenou Sara Netanyahu a indenizar um ex-mordomo por maus-tratos. Ela também é acusada de assédio moral por uma ex-empregada doméstica, Shira Raban - caso que começou a ser julgado na semana passada.

Já Benjamin Netanyahu responde, a partir de outubro, acusações de corrupção, fraude e abuso de confiança em três diferentes casos.

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