Decisão sobre Lula é injusta, mas Moro permanece 'no banco dos réus', diz Gleisi Hoffmann

Presidente do PT afirmou evidências sobre crimes cometidos por Moro estão cada vez mais fortes; para Guilherme Boulos, decisão do STF recusa a encarar os fatos

A deputada federal e presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, disse nesta terça-feira (25/06) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em manter preso o ex-presidente Lula "não fez justiça, porque Lula continuará esperando ilegalmente preso. Mas Sergio Moro permanece no banco dos réus e são cada vez mais fortes as evidências de seus crimes".

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, também se manifestou e disse que decisão da Corte é uma recusa a encarar os fatos e que afunda a imagem do judiciário em um pântano.

"É incrível a posição dos ministros Celso de Mello, Edson Fachin e Carmen Lúcia. Mesmo com todos os elementos de suspeição à mesa, recusaram-se a enfrentar os fatos", analisa o líder do MTST.

"A imagem do Judiciário brasileiro afundou um pouco mais no pântano  essa noite", diz Boulos, candidato do PSOL à presidência nas eleições de 2018.

O líder da bancada do partido, o deputado Paulo Pimenta (RS), defendeu que é preciso intensificar a mobilização pela liberdade do ex-presidente. "Essa mobilização será fundamental para que em agosto o Lula possa obter a sua liberdade", enfatizou.

Para Wadih Damous, que foi deputado e ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro, a decisão de hoje foi apenas um vitória adiada. "O resultado foi ruim, mas se dá num patamar inteiramente diferente", destacou o advogado, lembrando que os advogados puderam exercer o direito de defesa, o que vinha sendo negado em outras instâncias.

Ricardo Stuckert
Presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também se manifestou e disse que Moro 'está no banco dos réus'

Mais cedo, antes da sessão da Segunda Turma do STF terminar, os advogados de Lula, Luiz Eduardo Greenhalgh e Emídio de Souza, visitaram o ex-presidente na sede da PF em Curitiba e avaliaram a votação do pedido de habeas corpus.

“Nós, advogados, confiamos que a Justiça brasileira saberá reconhecer a parcialidade que tem esse julgamento, e como é injusta a prisão do presidente Lula”, declarou Emídio de Souza, ao mesmo tempo em que ministros do STF definem se concederá ou não a soltura de Lula.

“O presidente Lula está sereno, confiante, como sempre esteve, preparado para obter o resultado que virá ao encontro daquilo que ele tem dito desde o início: ‘Sou inocente, não há prova contra mim’”, relatou Greenhalgh, que esteve reunido minutos antes com o ex-mandatário. "Lula está com a tranquilidade dos inocentes, daqueles que querem a prova e a verdade dos fatos", disse.

*Com Brasil 247 e Brasil de Fato

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