Chanceler do Paraguai renuncia após críticas sobre acordo no setor energético com Brasil

Tratado foi duramente criticado pela oposição paraguaia e caracterizada pelo ex-presidente Fernando Lugo como a 'ata secreta Abdo-Bolsonaro'

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Luis Alberto Castiglioni, apresentou nesta segunda-feira (29/07) o seu pedido de renúncia em meio à crise provocada por um recente acordo firmado com o Brasil, que obrigaria os paraguaios a adquirir eletricidade da hidrelétrica binacional de Itaipu por um preço maior do que o atual.

"Por ética e responsabilidade política, coloquei o meu cargo à disposição do presidente Mario Abdo. Lamento que a deturpação tenha levado a esse estado de tensão. Tudo foi feito de forma transparente e em benefício do país", disse Castiglioni através de sua conta no Twitter. 

O acordo foi duramente criticado pela oposição paraguaia e caracterizada pelo ex-presidente Fernando Lugo como a "ata secreta Abdo-Bolsonaro".

O ministro foi ao parlamento na última segunda-feira para explicar o alcance do polêmico acordo. "Do lugar que tenho que agir, continuarei a trabalhar pelo engrandecimento do nosso querido Paraguai", acrescentou o chanceler.

Reprodução/Facebook
Tratado foi duramente criticado pela oposição paraguaia e caracterizada pelo ex-presidente Fernando Lugo como a 'ata secreta Abdo-Bolsonaro'

Além do ministro das Relações Exteriores, também teriam colocado seus cargos à disposição Alcides Jiménez, presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), o embaixador paraguaio em Brasília, Hugo Saguier, e o presidente da Itaipu Binacional, José Alberto Alderete.

*Com Sputnik

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