Em votação online, filiados do Movimento 5 Estrelas aprovam coalizão com Partido Democrático na Itália

79,3% votaram 'sim', enquanto que 20,7% optaram pelo 'não'; plataforma calculou que 79.634 pessoas participaram da consulta

Os filiados do Movimento 5 Estrelas (M5S) aprovaram nesta terça-feira (03/09) a formação de uma aliança de governo com o Partido Democrático (PD), na Itália. Segundo a "Associação Rousseau", entidade responsável pela plataforma digital que serve como ferramenta online de votação do M5S, 79.634 pessoas participaram da consulta, sendo que 63.146 votaram "sim" (79,3%), e 16.488 optaram pelo "não" (20,7%).

Ainda de acordo com a associação, 117.194 inscritos poderiam ter participado da votação, que era restrita a filiados do partido. "Acho que devemos ficar muito orgulhosos pelo fato de todos terem esperado o pronunciamento desses 80 mil cidadãos italianos em uma plataforma digital que é única no mundo", disse o líder do M5S, Luigi Di Maio.

"Em menos de um mês, resolvemos uma crise de governo de um jeito diferente, não no segredo dos palácios", acrescentou. Segundo Di Maio, o próximo passo é definir os nomes dos novos ministros, tema que ainda é motivo de embate entre os dois partidos. "Não será um governo de direita ou esquerda, mas um governo que deve fazer as coisas certas", afirmou.

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Giuseppe Conte e Luigi Di Maio; votação aprova que o M5S forme aliança com PD

Coalizão 

Na última sexta-feira (30/08), o líder do M5S havia apresentado uma lista de exigências ao primeiro-ministro do país, Giuseppe Conte, ameaçando desfazer a coalizão que havia sido formada recentemente com o Partido Democrático e chamar novas eleições. 

"Apresentamos alguns pontos a Conte que consideramos imprescindíveis. Se forem acolhidos, ótimo. Senão, melhor irmos para eleições. E rapidamente", afirmou Di Maio.

A disputa pelo comando do governo começou após o ultradireitista Matteo Salvini ter rompido a aliança com o M5S, com o objetivo de capitalizar a liderança de seu partido de extrema direita nas pesquisas e chegar ao cargo de primeiro-ministro.

O movimento antissistema, no entanto, abriu negociações com seu maior adversário político, o centro-esquerdista PD, e frustrou, ao menos por enquanto, o desejo de Salvini de realizar novas eleições.

(*) Com Ansa.

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