Mais de 350 manifestantes são presos no Equador; presidente diz que não vai recuar de pacote econômico

Manifestantes presos estão 'relacionadas com os eventos violentos e vandálicos ocorridos em Guayaquil e Quito', disse ministra do governo; Presidente Moreno afirmou que continuará a responder com firmeza aos 'atos criminosos' gerados no Equador

Redação Opera Mundi

A ministra de Governo do Equador, María Paula Romo, disse nesta sexta (04/10) que mais de 350 pessoas foram detidas por estarem relacionadas com os protestos que ocorrem desde quinta (03/10) em ao menos duas cidades do país após os anúncios econômicos do presidente Lenín Moreno, decorrentes de um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O país está sob estado de exceção.

“Temos mais de 350 pessoas detidas. Elas estão relacionadas com os eventos violentos e vandálicos ocorridos em Guayaquil e Quito”, disse. “O maior número de detenções está em Guayaquil, com 159.”

A ministra também confirmou que, ontem, foram detidos dois dirigentes indígenas e três líderes sindicais do transporte. De acordo com o governo, estes últimos respondem pelo delito de paralisação de transporte público.

Segundo ela, o estado de exceção irá vigorar 60 dias para “manter a ordem pública”, ao mesmo tempo em que aguarda as medidas anunciadas por Moreno sejam aprovadas na Assembleia Nacional.

FFAA Ecuador/Reprodução
Mais de 350 pessoas foram detidas por estarem relacionadas com os protestos que ocorrem desde quinta no país

Pacote econômico

Na quarta (02/10), Moreno anunciou um conjunto de medidas econômicas após exigências do FMI. Entre os anúncios, está o aumento dos combustíveis em mais de 100%. O presidente reiterou que não revogará tal conjunto de medidas econômicas, que provocaram protestos naquele país.

"O abandono acabou", disse ele durante uma coletiva de imprensa, referindo-se à eliminação do subsídio aos combustíveis fósseis.

Moreno atribuiu os fortes protestos às ações dos "agitadores", também disse que continuará a responder com firmeza aos "atos criminosos" gerados no Equador.

"Quando eles (a oposição) forem presidentes poderão executar seus planos, no momento eu sou o presidente e tive que tomar decisões, e não aperto a mão para fazê-lo ", disse Moreno.

(*) Com teleSur.

Comentários

Leia Também