Partido de extrema-direita que comemorou vitória de Bolsonaro tem só 0,3% dos votos em Portugal

Partido Nacional Renovador (PNR) declarou apoio em 2018 à candidatura de Jair Bolsonaro e chegou a espalhar outdoors comemorando vitória do brasileiro

O Partido Nacional Renovador (PNR), de Portugal, que declarou apoio em 2018 à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) - espalhando inclusive outdoors comemorando a vitória do brasileiro - , recebeu apenas 0,3% dos votos nas eleições parlamentares deste domingo (06/10), e continuará fora do Parlamento.

Outra sigla de extrema-direita, o Chega, alcançou 1,3% dos votos. Elegeu um deputado entre os 230 que integram a Assembleia da República.

Em seu site, o PNR tentou justificar o resultado. "Foi uma amarga derrota que irá ter as suas naturais consequências a nível interno. Poderíamos enumerar as várias razões para o sucedido, mas isso poderia ser interpretado como desculpas, e a elas não gostamos de recorrer, nem de nada adiantam", escreveram os líderes do partido.

Eleição

O Partido Socialista (PS), do primeiro-ministro António Costa, conseguiu uma vitória expressiva nas eleições deste domingo, aumentando a sua presença no Parlamento para um número próximo da maioria absoluta. No entanto, para formar uma coligação de governo, o PS deverá provavelmente reeditar a ‘geringonça’, fazendo alianças, mesmo que sem um acordo forma, com outras siglas de esquerda. 

Reprodução/PNR
Cartaz colocado pelo PNR comemorando a vitória de Bolsonaro

A “geringonça” é o que sustentou o governo Costa nos últimos quatro anos.

Com 99,93% de votos apurados, o PS tinha 106 assentos (36,65%); o PSD (Partido Social-Democrata), de centro-direita, é a principal força de oposição, com 77 cadeiras (27,9%), registrando seu pior resultado desde 2005, de acordo com a RTP

O Bloco de Esquerda, por sua vez, é o terceiro partido do país, com 19 assentos (9,67%), resultado semelhante a 2015, quando conseguiu 19; a CDU, que reúne os comunistas e os verdes, conquistou 12 cadeiras (6,47%); o tradicional partido conservador CDS-PP fica com cinco assentos (4,25%).

Esta eleição representou uma perda de força da direita. Em 2015, o bloco Portugal à Frente, composto pelo PSD e pelo CDS-PP, havia conquistado 107 assentos. Neste domingo, a esta altura da apuração, terá no máximo 82.

(*) Com Fórum

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