Iraque: número de mortos em protestos sobe para 100

Segundo comunicado assinado por Ali al Bayati, responsável pelo órgão, mortes ocorreram em decorrência dos confrontos entre manifestantes e agentes de segurança

Redação

São Paulo (Brasil)

A Comissão de Direitos Humanos do Iraque confirmou nesta quarta-feira (30/10) que o número de mortos no país em decorrência da nova onda de protestos contra o governo subiu para 100 e que outras 5.500 ficaram feridas.

Segundo comunicado assinado por Ali al Bayati, responsável pelo órgão, as mortes ocorreram em decorrência dos confrontos entre os manifestantes e os agentes de segurança das sedes de partidos políticos do país. 

Já o balanço dos protestos realizados entre 1º e 6 de outubro feito pela comissão independente de inquérito e encomendado pelo governo, revelou que 157 manifestantes morreram.


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Milhares de iraquianos têm tomado as ruas do país desde o início de outubro para exigir a queda do regime,  além de melhores condições das políticas públicas, como o desemprego, fim da corrupção e falhas que ocorrem no abastecimento de eletricidade e água.

Reprodução
Manifestações no Iraque acontecem há um mês; número de mortos vai a 100

Os cidadãos também querem uma nova Constituição e a renovação do governo que está inalterado desde a queda de Saddam Hussein, em 2003. 

Protestos

Os protestos começaram em Bagdá e em cidades ao sul do país. Essas são as maiores manifestações que acontecem no Iraque desde a posse de Adil Abdul-Mahdi como primeiro-ministro.

O exército iraniano admitiu o uso excessivo da força durante algumas mobilizações da sociedade nas ruas. No começo dos protestos, as forças de segurança da polícia do país utilizaram armas de fogo e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes.

O representante especial das Nações Unidas para o Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, se manifestou sobre a violência nos protestos e pediu que as autoridades garantam a segurança dos manifestantes.

Em 7 de outubro, o presidente do Iraque, Barham Saleh, pediu que a violência acabe e que esperava um "diálogo nacional sem ingerência estrangeira" para que pudesse consultar as reivindicações dos iranianos. 

(*) Com Ansa.

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