Lula, ao deixar prisão: 'Tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não se mata'

'Eles têm que saber que eles não prenderam um homem, eles tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não se mata, não desaparece', disse

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (08/11), ao deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba, que, quando foi preso, "tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não se mata". 

Ao deixar a prisão, o ex-presidente se juntou aos apoiadores na Vigília Lula Livre que, durante 580 dias, permaneceu no local e pediu a liberdade do ex-mandatário. A eles, Lula falou sobre sua soltura, agradeceu à militância e disse que o atual presidente Jair Bolsonaro é mentiroso.

"Eles têm que saber que eles não prenderam um homem, eles tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não se mata, não desaparece. Eu quero lutar para provar que, se existe uma quadrilha, é esse bando de mafiosos que estão no país liderados pela Rede Globo", disse o ex-presidente.


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Ao lado de quadros do PT como Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad e Lindberg Farias, Lula agradeceu os membros da Vigília Lula Livre que acamparam em frente à sede da PF desde abril de 2018 quando o petista foi preso. 

"Vocês não tem dimensão do significado de que estar aqui junto com vocês. Vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir. Eu fiquei mais fortalecido, mais corajoso", afirmou.

Ricardo Stuckert
Lula deixou prisão nesta sexta-feira;

O ex-mandatário ainda prometeu que "além de continuar lutando para melhorar a vida do povo brasileiro para não permitir que esses caras não entreguem o país, quero dizer em alto e bom som que [...] se pegar o [Deltan] Dallagnol, o [Sergio] Moro e bater no liquidificador não dá 10% da honestidade que eu represento nesse país".

"A partir de agora eu estou indo para São Paulo e amanhã tenho um encontro no Sindicato dos Metalúrgicos [do ABC] e que agora as portas desse país estão abertas para que eu possa percorrer o Brasil", disse.

Lula ainda criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro dizendo que "depois que fui preso e que o Haddad perdeu roubado as eleições, o país piorou".

"O povo está passando fome, não tem mais carteira assinada, está trabalhando de bicicleta para entregar pizza, sem o menor respeito e ainda ontem eu vi que não vai ter aumento do salário mínimo por dois anos", criticou Lula.

O petista também afirmou que não possui "mágoa, dos carcereiros, dos juízes", mas que tem vontade de "provar que esse país pode ser muito melhor na hora que ele quiser, co um governo que não minta tanto pelo Twitter como o Bolsonaro mente".

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