Hoje na História - 1901: Presidente dos EUA é assassinado por anarquista

Hoje na História - 1901: Presidente dos EUA é assassinado por anarquista

Max Altman

Em 6 de setembro de 1901, o presidente norte-americano William McKinley é alvejado mortalmente nas instalações da Exposição Pan-Americana no estado de Nova York. McKinley estava saudando a multidão no Templo da Música quando Leon Czolgosz, um anarquista, deu um passo adiante e atirou duas vezes no presidente à queima-roupa. McKinley sobreviveu por uma semana mais para sucumbir a uma infecção gangrenosa em 14 de setembro.

À época de seu assassinato, o presidente McKinley era muito popular e os Estados Unidos estavam em meio a um período de paz e de galopante prosperidade. Czolgosz, um trabalhador de Cleveland que caira sob a influência de líderes carismáticos do anarquismo como Emma Goldman e Alexander Berkman, tornou-se particularmente obcecado com Gaetano Bresci, um anarquista que assassinou a tiros o rei Humberto I da Itália em 29 de julho de 1900. Czolgosz decidiu matar McKinley a fim de promover a causa anarquista.

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Enquanto os presidentes Abraham Lincoln (1809-1865) e James Abraham Garfield (1831-1881) estavam totalmente desprotegidos por ocasião de seus assassinatos, o recém formado Serviço Secreto estava disponível para proteger o presidente McKinley. Porém quando Czolgosz avançou para aparentemente apertar a mão do presidente, mas com um lenço cobrindo o revolver cal. 32 em sua própria mão, os agentes de nada desconfiaram.

Após os tiros, os agentes agarraram Czolgosz e começaram a golpeá-lo, McKinley alertou-os, "Calma, rapazes”, enquanto era levado a uma ambulância. A caminho do hospital, o presidente pediu ao seu secretário que fosse cuidadoso ao comunicar o acontecido a sua mulher. Trabalhando num edifício onde não se havia instalado eletricidade, os cirurgiões operaram o presidente que parecia a princípio ter se recuperado. A lenda conta que sua dieta para o restabelecimento era constituída de ovos in natura e uísque. Antes de entrar em coma e falecer, as últimas palavras de McKinley foram: “É o desígnio de Deus. Sua vontade, não a nossa, foi feita”.

Wikicommons

Última foto de William McKinley, tirada momentos antes do assassinato

O assassinato de McKinley levou a represálias contra seus críticos em todo o país. Aqueles que falavam mal do presidente foram apontados e perseguidos. Emma Goldman chegou a ser presa sob a alegação de ter incitado o criminoso. Contudo, Czolgosz assumiu sozinho total responsabilidade pelo assassinato e foi enviado à cadeira elétrica menos de dois meses mais tarde. Suas derradeiras palavras, antes de ser executado em 29 de outubro de 1901, foram: “Não me arrependo de meu crime”.



*Mais consultas: WWW.whitehouse.gov/about/.../williammackinley, www.izideal.pt/.../o-assassinato-do-presidente-McKinley-bufalo-novaiorque-1901/


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