Colombianos vão às ruas pelo 9º dia consecutivo contra Duque

Em Bogotá, estudantes e trabalhadores de diversas categorias marcharam em conjunto com membros da Guarda Indígena de Cauca até a praça Bolívar

Atualizada às 18h29

Colombianos foram às ruas em diversos pontos de Bogotá, capital da Colômbia, nesta sexta-feira (29/11) pelo nono dia consecutivo para protestar contra o pacote de medidas trabalhistas e previdenciárias do presidente Iván Duque.

Estudantes da Universidade Nacional e trabalhadores de diversas categorias realizaram uma caminhada em conjunto com membros da Guarda Indígena de Cauca, que chegaram na noite desta quinta-feira a Bogotá para apoiar a greve geral e as mobilizações contra o governo de Iván Duque.

Os manifestantes marcharam desde a praça Che em direção à praça Bolívar, no centro da cidade, onde está localizada a sede do governo colombiano.


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Nesta sexta-feira também ocorreu o "panelaço pelo clima", às 16h (18h no horário de Brasília). Ativistas ambientais marcharam pedindo a decretação de emergência climática na Colômbia, assim como proteção para os líderes ambientalistas e medidas contra o desmatamento no país.

CUT Colombia
Manifestantes marcharam desde a praça Che em direção à praça Bolívar, no centro da cidade

O encontro em favor do meio ambiente aconteceu também em outras áreas da capital como o parque dos Jornalistas, na praça Santander, no monumento La Polla, na praça Bolívar e nas dependências da Universidade dos Andes.

As atividades das mobilizações também incluíram atos com músicas, dança e outras apresentações artísticas. 

Dilan Cruz

Ainda nesta sexta-feira, a Justiça Penal Militar solicitou as responsabilidades pela investigação e o julgamento do agente do Esquadrão Móvel Antidistúrbios (Esmad) pelo assassinato do estudante de 18 anos Dilan Cruz, morto após ser atingido por uma bomba disparada pela polícia durante um dia de protestos no país.

Por sua vez, o Ministério Público, que conduz as investigações, deu até segunda-feira (02/12) para que seja decidido onde o caso será julgado.

Nesta quinta-feira, o Instituto Médico Legal da Colômbia confirmou que a morte do estudante corresponde a um homicídio cometido por agentes policiais.

Condições para diálogo

O Comitê Nacional de Greve na Colômbia, formado pelas lideranças dos principais movimentos populares que encabeçam as manifestações, apresentou nesta quinta ao presidente Iván Duque uma lista de condições para a instalação de uma nova mesa de diálogo a fim de discutir as demandas sociais que mobilizam milhares de pessoas desde o último dia 21 de novembro.

O grupo, que reúne sindicatos, estudantes, indígenas e comunidades afrodescendentes, enviou uma carta aberta ao governo em que propõe um “diálogo inclusivo, democrático e eficaz” e convocou uma nova “grande jornada de mobilização” no dia 4 de dezembro.

Nesta semana, Duque havia convocado uma "mesa nacional de diálogo", que fracassou. Na terça-feira (26/11), os membros do comitê se levantaram da mesa de negociações do governo após rechaçarem a presença de empresários e outros setores que não estiveram presentes nos protestos na reunião. A CUT (Central Unificada dos Trabalhadores) chamou o encontro de "monólogo nacional".

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