Ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica se reúne com Evo Morales no México

'Recebi a visita do irmão Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai e incansável lutador social pela dignidade de nossos povos', disse Evo pelo Twitter

O ex-presidente e senador eleito do Uruguai, José Pepe Mujica, foi ao México nesta segunda-feira (02/12) para encontrar Evo Morales, ex-presidente da Bolívia que foi forçado a renunciar após um golpe de Estado no país.

"Recebi a visita do irmão Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai e incansável lutador social pela dignidade de nossos povos. Agradeço sua solidariedade com a nossa querida Bolivia nestes momentos", publicou Morales em suas redes sociais. 

Antes do encontro, Mujica participou do ato de 1 ano de governo do presidente Andrés Manuel López Obrador, do México. No comício, o mexicano falou sobre seus feitos no país e, pela primeira vez, declarou publicamente que a Bolívia sofreu um golpe. “Evo foi vítima de um golpe de Estado! Do México para o mundo sustentamos: democracia sim, militarismo não!”, disse Obrador.


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O uruguaio ainda participou de um conferência na Universidade Iberoamericana da Cidade do México, onde recebeu título de doutor honoris causa, e vai conduzir uma palestra durante o encontro latino-americano “México ante os extremismos: o valor da cultura ante o ódio”, na terça-feira.

Apesar de ter se dedicado integralmente nos últimos dias para as eleições presidenciais do Uruguai, que elegeram o direitista Luis Lacalle Pou à presidência após 15 anos de governos da Frente Ampla, Mujica não deixou de condenar o processo de derrocada de Morales e ascensão da autoproclamada Jeanine Añez.

Reprodução
'Recebi a visita do irmão Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai e incansável lutador social pela dignidade de nossos povos', disse Evo

Um dia após a queda do líder sindical cocaleiro, em 11 de novembro, o ex-tupamaro já havia alçado a voz afirmando que não tinha dúvidas que Morales havia sofrido um golpe. Dias depois, ele enviou carta à Añez pedindo o fim à repressão contra movimentos sociais. Segundo a Defensoria Pública, 34 pessoas morreram em decorrência dos conflitos no país.

Um dos considerados promotores da derrubada do presidente boliviano é Luis Almagro, secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do governo Mujica. Indicado pelo ex-tupamaro para a condução da organização, Almagro é visto como um traidor pela Frente Ampla. Ele foi expulso do movimento a pedido de Mujica em 2016.

*Com Fórum

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