China e Rússia condenam 'ação ilegítima' dos EUA no Oriente Médio; marinha britânica envia navios a Ormuz

Segundo chanceler chinês, 'passos de Washington constituem um abuso de força'; Londres diz que toma 'medidas necessárias para proteger nossos navios e cidadãos'

Os ministros das Relações Exteriores da China e da Rússia condenaram o ataque norte-americano ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que matou o general iraniano Qassim Soleimani na última quinta-feira (02/01). 

Por sua vez, o secretário de Defesa do governo do Reino Unido, Ben Wallace, confirmou ter enviado neste sábado dois navios de guerra ao golfo para escoltar embarcações britânicas no Estreito de Ormuz.

A chancelaria chinesa e russa entraram em contato neste sábado (04/01) com o Ministério das Relações Exteriores do Irã e classificaram a ação de Washington como "ilegítima". 


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Em conversa com o chanceler iraniano, Javad Zarif, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, afirmou que Pequim se opõe à estratégia "impraticável" da administração de Trump de pressão máxima contra Irã.

Segundo o ministro chinês, "os passos geopolíticos de Washington constituem um abuso de força pelos norte-americanos" e que a China assumirá uma posição "construtiva" no Golfo para melhorar a situação no Oriente Médio.

Ministério das Relações Exteriores da China
Segundo chanceler chinês, 'passos de Washington constituem um abuso de força'

Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, também falou com o homólogo iraniano, com ambos concordando que os EUA não estão diminuindo, mas sim aumentando as tensões regionais. Lavrov também expressou suas condolências pelo assassinato do militar persa.

"Os ministros observaram que a ação ilegítima dos EUA agravou seriamente a situação na região", disse o chanceler russo.

"Nessas condições, Rússia e China estão interessadas em reduzir as tensões e tomarão medidas conjuntas para criar condições para uma resolução pacífica de situações de conflito", disse o ministro.


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Reino Unido

O secretário da Defesa britânico justificou o envio de navios de guerra ao estreito de Ormuz dizendo que as embarcações tem por objetivo "tomar todas as medidas necessárias para proteger nossos navios e cidadãos".

Segundo o jornal britânico The Mirror, Londres ainda teria autorizado o envio de cerca de 50 membros do Serviço Aéreo Especial (SAS, na sigla em inglês) para o estreito de Ormuz.


Opera Mundi tratou da escalada de tensão entre os EUA e o Irã em maio de 2019. Veja aqui:



União Europeia

O Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, convidou neste domingo (05/01) com chanceler do Irã, Javad Zarif, para uma reunião em Bruxelas, na Bélgica, para discutir a situação no Oriente Médio e a escalada de tensão com os Estados Unidos. 

Em comunicado, a UE informou que Borrell conversou por telefone com Zarif durante o fim de semana e ressaltou a necessidade de evitar conflitos e permanecer no acordo nuclear. 

"Borrell expressou profunda preocupação com o aumento dos violentos episódios no Iraque, entre eles a morte do general Qassem Soleimani", diz a nota. "Pediu moderação ao Irã" e a "consideração de qualquer reação para evitar uma maior escalada de tensão", completa.

*Com ANSA e Sputnik

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