Fayez recusa reunião com Haftar, e assinatura de cessar-fogo na Líbia é prorrogada

Segundo chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, as partes fizeram 'progressos' nas negociações, mas fim do conflito na Líbia ainda não foi alcançado

O primeiro-ministro Governo do Acordo Nacional da Líbia, Fayez al-Sarraj, se recusou a se encontrar nesta segunda-feira (13/01) com o marechal Khalifa Haftar, líder do Exército Nacional, durante negociações na Rússia mediadas por Moscou e o governo da Turquia.

Segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a assinatura de um cessar-fogo acabou adiada, uma vez que Haftar pediu mais tempo para analisar os termos do documento discutido entre todas as partes. Uma resposta é esperada até a manhã desta terça-feira (14/01).

Fayez lidera o Governo do Acordo Nacional, que controla parte dos territórios do país, incluindo a capital, Trípoli. Haftar e suas tropas do Exército Nacional Líbio controlam outras localidades e iniciaram uma ofensiva para tomar a capital.


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Os dois líderes estão em Moscou para assinar um acordo de cessar-fogo definitivo e dar um aspecto menos precário à trégua em vigor desde a meia-noite do último domingo (12/01). Até o momento, apenas Sarraj firmou o pacto, que foi proposto pelos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e Recep Tayyip Erdogan, da Turquia.

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Até o momento, apenas Sarraj firmou o pacto; Haftar pediu mais tempo para analisar os termos do documento

Cessar-fogo

O acordo de cessar-fogo discutido entre as lideranças estabelece que milícias armadas deponham as armas e que os poderes políticos sejam distribuídos entre o governo Sarraj, baseado em Trípoli, o Parlamento paralelo estabelecido em Tobruk, no leste do país, e as forças de Haftar.

O Exército Nacional Líbio ficaria responsável por combater o terrorismo, em coordenação com o gabinete do primeiro-ministro, e por garantir a segurança de poços de petróleo e gás.

Ainda neste mês, provavelmente no dia 19, Berlim, na Alemanha, receberá uma conferência de paz sobre a Líbia que contará com a presença dos protagonistas do conflito, além de Putin, Erdogan e de outros líderes europeus.

*Com ANSA e Sputnik

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