Irã quer processar Trump em tribunal internacional por assassinato de Soleimani

Comitê de Direitos Humanos e Ministério das Relações Exteriores do Irã devem entrar com uma queixa formal contra o presidente dos EUA junto a organizações internacionais

O chefe do poder judiciário iraniano, Ebrahim Raisi, afirmou nesta segunda-feira (13/01) que o Comitê de Direitos Humanos e o Ministério das Relações Exteriores do país devem registrar uma queixa formal junto a organizações internacionais contra o presidente dos EUA Donald Trump pelo assassinato do general Qassim Soleimani.

O Irã pretende levar a acusação adiante mesmo depois que o seu mandato presidencial terminar. "A queixa será apresentada enquanto ele estiver no cargo de presidente dos EUA e depois disso, e esta questão será discutida e não vamos deixá-lo em paz, e ele deverá comparecer a um tribunal internacional", afirmou o chefe do Judiciário. 

Ebrahim Raisi argumentou que Donald Trump violou todas as leis internacionais ao ordenar o assassinato do comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã e disse que todos os direitos materiais e morais das vítimas e de suas famílias serão totalmente protegidos. "Em nossa opinião, como o mártir Soleimani era um símbolo de combate ao terrorismo e apoio aos oprimidos, seu assassinato viola todas as leis", acrescentou.


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Em sua fala realizada nesta segunda-feira no Conselho Superior da Magistratura do Irã, Ebrahim Raisi sublinhou que as duas instâncias devem cooperar para processar o mandatário dos EUA como "o suspeito número um deste ato terrorista" e responsabilizá-lo em um tribunal internacional justo.


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O general Qassim Soleimani foi assassinado no último dia 3 de janeiro, depois que seu veículo foi  atingido por um bombardeio no Aeroporto Internacional de Bagdá pelos EUA.

Wikimedia Commons
O chefe do poder judiciário iraniano, Ebrahim Raisi

Depois do ataque, Donald Trump disse que o general "deveria ter sido eliminado há muitos anos" e ainda acusou o general de ser responsável pela morte de "milhares de americanos" e de estar "conspirando para matar muitos mais".

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, já havia classificado o bombardeio norte-americano como um ato de "terrorismo internacional" e um ato "extremamente perigoso".

Em represália ao assassinato de Soleimani o Irã atacou a base aérea de Al Asad, localizada no oeste do Iraque e que hospedava forças americanas.  


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