Sábado, 7 de fevereiro de 2026
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O secretário da Cultura do governo do presidente Jair Bolsonaro, Roberto Alvim, publicou um vídeo na noite desta quinta-feira (16/01) onde copia trechos de um discurso de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista, sobre as artes.

O vídeo foi postado pela própria Secretaria Especial da Cultura. O objetivo era divulgar o Prêmio Nacional das Artes, apresentado horas antes em uma transmissão ao vivo com a participação do próprio presidente.

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Em determinado trecho da gravação, Alvim diz: “A arte nacional da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada”.


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As frases são semelhantes a um discurso feito por Goebbels, o grande ideólogo da propaganda nazista, para diretores teatrais em Berlim, em 1933.

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse Goebbels na ocasião.

Frases são semelhantes a um discurso feito por Goebbels, o grande ideólogo da propaganda nazista, para diretores teatrais em Berlim, em 1933

Reprodução

Frases são semelhantes a um discurso feito por Goebbels, o grande ideólogo da propaganda nazista, para diretores teatrais em Berlim, em 1933

Forma e conteúdo

Não só a fala, como também a estética do vídeo, o tom de voz e a aparência do secretário, além do vocabulário e da trilha sonora também fizeram várias personalidades compararem a divulgação à propaganda nazista.

A música de fundo usada por Alvim é um trecho da ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner, uma obra que Hitler contou em sua autobiografia ter sido decisiva em sua vida.

A fala do secretário levou o nome de Goebbels a ser um dos mais citados no Twitter durante a madrugada e fez com que centenas de internautas repudiassem a referência nazista e postassem comparações com a propaganda de Hitler.

*Com Fórum e ANSA