Justiça da Argentina anula pedido de prisão preventiva contra Cristina Kirchner

Na decisão, Câmara de Cassação Penal afirmou que vice-presidente do país 'permaneceu na lei e cumpriu todas as obrigações que lhe foram impostas'

A Justiça da Argentina anulou na noite desta segunda-feira (10/02) o pedido de prisão preventiva contra a vice-presidente do país, Cristina Kirchner, no caso chamado "cadernos da corrupção", onde a ex-mandatária argentina é acusada de cometer atos ilícitos em contratos de obras públicas. 

A decisão judicial foi tomada pela Câmara de Cassação Penal, o mais alto tribunal dessa jurisdição, abaixo somente do Supremo Tribunal, que considerou não haver riscos de fuga ou obstrução da investigação.

Desta forma, não há prisões preventivas pendentes para serem executadas contra Cristina. O órgão acatou, por unanimidade, os argumentos da defesa. Na decisão, a Câmara afirmou que Cristina "permaneceu na lei e cumpriu todas as obrigações que lhe foram impostas" nesta e nas outras causas em que a vice-presidente atua.


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A prisão preventiva foi determinada pelo juiz Claudio Bonadío em 2018, no entanto não havia sido aplicada. À época, a vice-presidente era senadora e tinha foro privilegiado.

Reprodução
Justiça da Argentina anulou pedido de prisão preventiva contra Cristina Kirchner

Kirchner continua sendo processada por ter sido chefe de uma suposta associação ilícita que operou entre os anos de 2003 e 2015 no caso dos "cadernos de corrupção". 

O processo contra a ex-chefe de Estado é imerso em inúmeras queixas de irregularidades e arbitrariedades cometidas durante as investigações.

(*) Com teleSur.

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