Abbas rejeita plano de paz dos EUA no Conselho de Segurança da ONU

'Não aceitamos esse plano porque Jerusalém Oriental não faria parte da Palestina e isso já é suficiente para recusá-lo', disse presidente da Palestina; chamado 'Acordo do Século' pretende legitimar as ocupações de Israel na região

Redação

RFI RFI

Paris (França)

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou solenemente nesta terça-feira (11/02) diante do Conselho de Segurança da ONU que rejeita o plano de paz entre israelenses e palestinos proposto pelos Estados Unidos, que não traz soberania ao povo palestino. 

"Rejeitamos o plano israelense-palestino", que "questiona os direitos legítimos dos palestinos", disse Abbas, enquanto segurava um grande mapa da Palestina com as fronteiras definidas pelo plano de Washington.

"Não aceitamos esse plano porque Jerusalém Oriental não faria parte da Palestina e isso já é suficiente para recusá-lo", disse Abbas. Isso tornaria a Palestina "um estado fragmentado", sem controle aéreo e marítimo.


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"Quem de vocês aceitaria esse estado?", perguntou Abbas, olhando para os representantes dos 15 membros do Conselho de Segurança, a quem descreveu uma situação de "apartheid".


UN Photos/ Flickr
Mahmoud Abbas rejeitou plano de paz proposto pelos Estados Unidos

O líder também destacou todos os avanços de seu povo para adquirir um estado, em nível internacional e nacional. Abbas se esforçou para defender "uma paz justa" para 13 milhões de palestinos.

Cinco dias após uma reunião com Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o arquiteto do plano de paz norte-americano revelado em 28 de janeiro por Washington, Abbas buscou reunir apoio internacional na ONU para a sua rejeição à iniciativa americana.

No entanto, Abbas acabou desistindo de pedir uma votação sobre uma resolução criticando o plano americano por falta de apoio internacional suficiente e devido à enorme pressão exercida pelos Estados Unidos sobre os países membros do Conselho de Segurança, segundo diplomatas.

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