Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante a primeira sessão plenária do encontro do G7 na Alemanha, criticou nesta segunda-feira (27/06) o sistema econômico que “permite que a riqueza se acumule em poucos”, defendendo a criação de uma “nova arquitetura financeira internacional que inclua as periferias do mundo”.

Como presidente temporário da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), Fernández destacou a necessidade de “uma nova ordem internacional onde os esforços sejam equilibrados e as vantagens sejam distribuídas com critérios de equidade”.

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“Na América Latina e no Caribe não sonhamos com um novo Plano Marshall. Mas sonhamos com uma nova ordem internacional onde os esforços sejam equilibrados e as vantagens distribuídas com critérios iguais. Sonhamos não ser discriminados e condenados à marginalização e ao esquecimento”, disse o líder, segundo o jornal argentino Pagina12.

Fernández, como primeiro chefe de Estado das nações convidadas para o encontro dos líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, ainda fez um alerta, afirmando que “o problema não é a pobreza”, mas sim “o sistema econômico que permite a acumulação da riqueza”.

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Nesse sentido, o presidente rejeitou a política de sobretaxas do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao qualificá-las como “uma penalidade inadmissível nas dramáticas circunstâncias que vivemos hoje”.

Como primeiro líder convidado à reunião do grupo em Berlim, presidente argentino defende ‘nova arquitetura financeira internacional’

Twitter/Casa Rosada

Fernández é o primeiro chefe de Estado das nações convidadas para o encontro do G7 na Alemanha

Da mesma forma, Fernández enfatizou a importância de elevar as rotas dos Direitos Especiais de Saque do FMI para incluir os países de renda média, ao mesmo tempo em que optou pelo sentido social na capitalização dos bancos regionais.

Ao mesmo tempo, o chefe de Estado defendeu a implementação de direitos tributários para corporações multinacionais; o imposto mínimo global como meio de implementar a proteção do clima; e um novo quadro para o tratamento das dívidas soberanas.

Por sua vez, também sublinhou que “os paraísos fiscais geram o inferno social”, descrevendo-os como “um exemplo de injustiça social que adia o direito ao desenvolvimento sustentável e inclusivo”.

Além de pautas econômicas, o presidente também abordou durante seu encontro com o G7 a guerra na Ucrânia e a crise alimentar e energética mundial.

(*) Com Telesur