Terça-feira, 10 de março de 2026
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A proposta brasileira de criar um “plano de transição verde” foi notícia no jornal britânico Financial Times. A publicação conversou com fontes do governo e investidores sobre a proposta que pode colocar para circular “centenas de bilhões de dólares em investimentos públicos e privados”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já falou sobre essa iniciativa no início de julho, quando disse ao podcast O Assunto que o plano verde pode ser “a grande marca do governo” e que pretendia atrair investimentos estrangeiros em áreas como energia limpa.

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O Financial Times publicou que o plano será revelado em agosto ou setembro com cerca de 100 iniciativas em tópicos como comércio de carbono, bioeconomia, adaptação de infraestrutura em seis áreas diferentes.

“A ideia é ter o plano mais ambicioso para descarbonizar uma economia do mundo, pelo menos entre os países em desenvolvimento”, disse um alto funcionário envolvido no planejamento ao jornal britânico. “A descarbonização [é] uma oportunidade para o país fortalecer suas capacidades tecnológicas. Portanto, é realmente um plano de desenvolvimento que tenta harmonizar o desenvolvimento com uma economia de baixo carbono”.

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O influente jornal de negócios ainda destacou que o Brasil é o “último país a lançar um programa para tornar mais verde sua economia” e lembrou de iniciativa semelhante dos EUA, a “Lei de Redução da Inflação”. O pacote da Casa Branca prevê subsídios bilionários para investimentos em energia verde e transição ecológica.

Fontes do governo brasileiro destacaram que uma das primeiras medidas será enviar uma lei ao Congresso para regular o mercado de carbonos e que a expectativa é contar com o investimento privado para mobilizar os recursos necessários e adaptar o plano às regras fiscais brasileiras. 

“Já estamos vendo oportunidades específicas ligadas ao meio ambiente receberem mais investimentos internacionais”, disse Daniel Rummery, da Brunel Partners, que assessora investidores estrangeiros no Brasil em entrevista ao Financial Times. Rummery ainda destacou que há uma mudança de humor após o Brasil deixar de ser um “pária internacional”.