Alta dos alimentos tem contribuído para protestos no Oriente Médio, diz diretora da ONU

Alta dos alimentos tem contribuído para protestos no Oriente Médio, diz diretora da ONU

Danilo Macedo

A diretora executiva do PMA (Programa Mundial de Alimentação), Josette Sheeran, afirmou nesta sexta-feira (04/02) que o encarecimento dos alimentos tem contribuído para os protestos dos últimos dias no Norte da África e no Oriente Médio. Segundo ela, em muitas das marchas, os manifestantes empunhavam pães ou agitavam cartazes queixando-se do aumento dos preços de comida.

Sheeran ressaltou que as margens entre a estabilidade e o caos são perigosamente estreitas quando envolvem os alimentos. Ela disse ainda que, no passado, as tensões na região coincidiram com períodos de alta de preços de comida.

Leia mais:
ONU apela para que Egito investigue de forma transparente e imparcial agressões ocorridas no país
Uma nova verdade desponta no mundo árabe 
Manifestantes no Egito preparam 'Dia da Partida' de Mubarak
Uma nova verdade desponta no mundo árabe 
Irmandade Muçulmana é alternativa real à crise no Egito, diz analista britânico
Jornalistas brasileiros são detidos, vendados no Egito e obrigados a voltar para o Brasil

O nível recorde dos preços globais dos alimentos, divulgado por comunicado da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) publicado na quinta-feira (03/02), ajudou a reforçar protestos no mundo árabe, levando à derrubada do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, no mês passado. Os protestos também chegaram ao Egito e à Jordânia, ambos no Norte da África e ainda ao Iêmen, país do Sul da Península da Arábia.

A PMA é a maior agência humanitária do mundo, ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), e fornece alimentos a cerca de 90 milhões de pessoas, a maioria crianças, em 80 países.


Siga o Opera Mundi no Twitter 
Conheça nossa página no Facebook 

Comentários