Bodegas Aragonesas
Antes motivo de piadas, a idosa espanhola que restaurou por conta própria um afresco de um Ecce Hommo na cidade de Borja (Zaragoza) agora inspira um projeto inusitado de caridade em seu país. A empresa Bodegas Aragonesas acaba de lançar no mercado local os vinhos Ecce Homo, que trazem no rótulo uma reprodução do trabalho amador de Cecília Giménez no Santuario de la Misericordia. A ideia é reverter toda a receita obtida com a venda do produto para entidades de assistência-social.
De acordo com Enrique Chueca, a adega já tinha há anos o projeto de comercializar algum produto com fins sociais. Quando surgiu a polêmica envolvendo Cecília e sua restauração do afresco, a empresa decidiu agir rapidamente e logo patenteou a marca Ecce Homo. Em pouco tempo, já estavam sendo engarrafados vinhos de safras de até três anos. A Bodegas Aragonesas também planeja engarrafar uvas de origem francesa e expandir seu mercado consumidor para os Estados Unidos.
A adega não reproduziu na íntegra o trabalho de Cecília, por julgar que ainda há “uma confusão a respeito do autor da pintura”. No entanto, projetaram uma gravura própria, que alude ao trabalho da idosa espanhola. “Nos tentamos entrar em contato com pessoas próximas de Cecília, mas não tivemos qualquer resposta”, alega Chueca.
No momento, a família da artista octogenária encabeça uma disputa judicial com os responsáveis pelo santuário, que após criticarem publicamente a restauração amadora de Cecília, passaram a cobrar um euro pela visitação de turistas à obra.
O primeiro lote coloca à venda 75 mil garrafas. Chueca é otimista acredita que seu produto será bem aceito no mercado espanhol. Para ele, “é difícil encontrar vinhos desta qualidade ao preço de 3,95 euros [no caso tinto novo] ou 9,90 [para o Garnacha 2009].
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