Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A agência de qualificação de riscos Fitch rebaixou a nota da dívida soberana da Eslovênia de A- para BBB+, com perspectivas negativas, devido à frágil situação do setor bancário no país, uma argumentação que foi rejeitada neste sábado (17/05) pelo governo.

A baixa de um degrau na qualificação da dívida foi justificada pela Fitch com a piora da situação macroeconômica do país, a previsão de uma contração econômica de 2% neste ano e de 0,3% em 2014.

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A agência estima que a dívida pública aumente até 72% do PIB (Produto Interno Bruto) no período 2013-2014, em comparação com 22% de 2008, em parte pelos custos adicionais da recapitalização dos bancos e a suposição de garantias para criar um “banco podre”.

Segundo a Fitch, o setor bancário esloveno necessita uma injeção extra de capital de 2,8 bilhões de euros, dos que o governo terá que apresentar 2 milhões de euros para os três principais bancos, controlados majoritariamente pelo Estado, uma quantidade que se apresenta como o dobro do previsto até agora.
 

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Fitch critica governo de coalizão por ser provisório; governo do país discorda da decisão

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Embora a agência reconheça que o Executivo tenha mostrado intenção de atuar com urgência para sanear os bancos e aprovar reformas, a Fitch também classifica de “interina” a coalizão formada por partidos “cujas agendas entram em conflito algumas vezes” e que não estará no poder a partir de 2014.

O Ministério das Finanças, que se pronunciou hoje sobre o rebaixamento da nota de classificação, assegurou que o governo vai executar de forma eficaz as medidas estipuladas e acredita que a economia voltará a dar bons sinais a partir de 2014.

“A consolidação das finanças públicas será realizada conforme os objetivos claramente definidos. O saneamento do sistema bancário se baseia em um exame exaustivo independente e nos resultados de provas de estresse do Banco da Eslovênia”, assegurou o Ministério em comunicado.

Além disso, o governo assegurou que o efeito da recapitalização dos bancos nas contas públicas é transitória e que a dívida em 2013-2014 estará abaixo da medida na UE.
 

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